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Monday, March 05, 2007

olha o plágio-pimba fresquinho!





olha o plágio-pimba fresquinho!

Não, não voltei aos posts ainda, hei-de ter um dia tempo para isso. Mas não resisti a esta pérola! O Meu Piu Piu foi plagiado! Que honra feita pelo Portal Pimba agora .com

Este site que já tinha visitado e comentado quando ainda no blogspot não resistiu ao nosso visual (com já um par de anos) e decalcou as ideias do layout e muito do grafismo. Estão lá as cores, o ondulado da paisagem, o rodapé preto. Mas há diferenças! Sempre tem um rádio enterrado em vez de uma TV enterrada, se bem que lá deixe as "ervinhas" no mesmo estilo e forma. Também tem estrelas em vez do nosso esplendoroso raiar do sol. Bem, afinal, nada de dramas, não é assim tão descarado! E porquê? É que o nosso Piu Piu não está lá. Seria um bocado díficil encaixá-lo lá não era? Ah, sim bem pensado, só se fosse mesmo acompanhado do "Passarinho" do Tó Maria Vinhas.

E não é giro como o screenshot comprovativo até se funde no layout do o meu piu piu?

E nós pimba, não é carissímo Bruno Raposo?!?!

Monday, July 24, 2006

Cheerleaders Trifene 200





Trifene 200 para dores de "tomate"

De Trifene 200 sempre tive uma imagem negativa. E não a tenho por não ser uma mulher ao qual o produto sempre se quis dirigir apesar de ser um analgésico unisexo convencional. Não há nada de errado com o posicionamento de marketing do produto, bem pelo contrário. Num mercado em há 2 ou 3 analgésicos que dominam e são top reminders à frente de Trifene, um posicionamento estratégico como analgésico feminino aproveitando algumas características do produto (combate de dores menstruais) é muito bem pensado. Mas durante anos e anos neste analgésico notei vários erros comunicacionais por parte de quem gere a imagem do produto.

A farmacêutica Medinfar sempre teve um budget de comunicação elevado, única forma para combater a concorrência. O problema é que sempre lhes faltou algum bom senso para o gerir. Lembro-me de já ter visto em tempos idos anúncios televisivos e spots de rádio desta marca de um gosto duvidoso. Pirosos, fossem para quem fosse. Às vezes pensava se havia mesmo alguma agência de publicidade por trás ou se era tudo concebido pela empresa.

Procurar o endorsamento de uma figura pública feminina com que o público se identifique é excelente ideia para este produto. Que pratique desporto ainda melhor já que se entende a intenção de mostrar Trifene como um produto que leve a uma vivência normal, mesmo em situações mais exigentes como práticas desportivas. Elizabete Jacinto é há anos a aposta da Trifene. Mas penso que haveria melhores opções. Jacinto pratica um desporto viril é certo. Mas seguem as mulheres com atenção Rallies de Todo-o-Terreno? E o Lisboa-Dacar? Muito poucas, as fãs de Jacinto só talvez. Ora decerto que haveria mulheres no mundo do desporto que praticassem uma modalidade com que as mulheres tivessem uma maior paixão.



Agora vem-se a saber que Trifene 200 patrocina a equipa de cheerleaders do S.C.Benfica. Como? Um produto que sempre posicionou como um produto feminino passa agora a patrocinar uma das coisas mais machistas que há no desporto? É que são uma dúzia de raparigas atléticas que tentam excitar com acrobacias nos tempos mortos do jogo um estádio repleto de homens (e os telespectadores da SporTV, outro antro masculino). Ao que parece afinal a Trifene mudou inesperadamente a estratégia comunicacional.

Fui tentar perceber esta "troca-baldroca" e segundo Edite Santos, gestora do produto Trifene 200 "... o nosso apoio é transversal: vamos de Lisboa a Dakar com passagem por Benfica sempre a pensar no bem-estar e na melhoria dos cuidados de saúde dos portugueses, sejam eles adeptos do futebol ou de desportos mais radicais. A viragem para o mundo do futebol representa para a comunicação Trifene 200 uma mensagem que queremos sublinhar que é o facto deste fármaco responder de forma segura e eficaz às necessidades de ambos os sexos". Ah bom! Dantes tão preocupados com as mais "angélicas" das mulheres (não me sai da cabeça aquela vioncelista do anúncio deles) e agora subitamente viram-se para os "machos" que gostam de beber cerveja e cuspiriam com todo o prazer no árbitro. Está bem, e que tal terem feito uma transição de "target" de uma forma menos "radical" e mais suave? É que milhares de portugueses "machos" Trifene 200 sempre foi motivo de risada.

A Pubicidade de Trifene 200 dantes dizia "Porque há coisas que só as mulheres entendem: TRIFENE 200.". E eu digo que há coisas que só a própria Trifene 200 entende.

Saturday, June 10, 2006

Nu-Kuduro @ PT





Nu-Kuduro?


Tempos atrás falei da apropriação dos ritmos do funk das favelas brasileiros por Kevin Federline, ex-bailarino, namorado de Britney Spears que na sua patética pretensão de uma carreira musical criou (mandou criar) uma canção de lançamento que foi alvo de chacota em todo o lado. É que Federline ficou colado à mediocridade da própria letra "sexo-chunga" do estilo de origem. O que resulta numa favela não resulta no universo MTV. Pelo menos sem uma reciclagem...

No entanto se Federline falhou ao levar a sonoridade das favelas para o mainstream, a verdade é que a "cena" musical de dança londrina já tinha conseguido utilizar a mesma sonoridade dando-lhe um cariz mais chique e tornando-a moda local. O aproveitamento e recuperação de sonoridades mais low-culture acaba por ser umas das poucas formas de reinventar o esgotado panorama musical dos nossos dias.

Era inevitável que por cá alguém tivesse a ideia (e a coragem) de utilizar os sons africanos da comunidade dos palop's. Foi devido a uma reportagem sobre o Popular ound Clash que tomei conhecimento dos Buraka Som Sistema (alterego dos 1Uik Project) que se dedicam ao Nu-Kuduro (expressão colocada no próprio cartaz do evento) ou Kuduro progressivo como a própria banda gosta de rotular a música que fazem.



Pelas músicas disponibilizadas fico ainda inseguro para dizer se houve sucesso na transplantação do sons angolanos para um som mais cosmopolita. Se por vezes parece haver uma eficaz injecção do kuduro em músicas idm o certo é que quando ouvi "Yeah featuring Petty (ao vivo no Mercado)" fiquei um bocado reticente por haver uma colagem tão grande a um kuduro mais "rasca". Tendo já como editora a Enchufada (de Melo D) vamos então esperar por edições e ver o resultado deste projecto. É que Diplo, divulgador internacional do funk de favelas já está desejoso de os mostrar ao mundo.

Por enquanto podem ouvir as músicas em
http://www.myspace.com/burakasomsistema

Sunday, May 21, 2006

Eládio Clímaco @ EU





O Eurodecano

Para finalizar, um último post sobre a Eurovisão. Tinha dito antes porque não haveria uma banda de heavy metal ganhar e cá está. A banda finlandesa Lordi foram os vencedores do Eurofestival da Canção. Até conseguiram resistir à Rússia que benefeciava do habitual carrossel de votos que os países de Leste promovem entre si. Isto é bom. Significa que o concurso é uma competição aberta que alia a tradição a novas ideias, sonoridades, gostos e realidades.

No entanto se o festival se parece ir adaptando aos tempos que correm, Eládio Clímaco esse é que parece parado no tempo. É uma aberração tão grande como o seu nome. A sua prestação como profissional de locução foi na final tão patética como inacreditável. Interpretando o papel de "velho do Restelo" o decano dos eurofestivais passou o tempo incrédulo a recusar-se a acreditar na retumbante vitória dos Lordi e pouco faltou para difamá-los. Eládio disse que os Lordi venceram somente pelo esforço de envergar aqueles fatos. Que não percebia como tinham vencido em vez da sua favorita enéssima baladinha irlandesa porque não tinham melodia. Eládio vive certamente noutro mundo e nunca reparou no mundo que o rodeia e como os gostos vão mudando. Também não reparou que os votos são por SMS algo que nos jovens está muito mais enraízado do que nas velhas gerações. E depois as gaffes... Foi anedótico ouvir que por a Finlândia ter ganho a próxima emissão será em... Reiquejavique. Penso que até traduziu um comentário de um votante, algo "you look like Will and Grace" para "vocês parecem mesmo gregos". E os seus repetidos "Já não há nada a fazer" e os "não há volta a dar" em cada ronda de votação foram de uma imparcialidade fanática. Foi um péssimo exemplo de falta de ética, cultura e profissionalismo. Sócrates tanto quer que as pessoas se reformem o mais tarde possível mas para Eládio temos de abrir rapidamente uma excepção.

P.S. Uns Moonspell na Eurovisão não teriam tanta piada como os Lordi, mas temos os Blasted Mechanism que em imagem de palco e originalidade do seu rock exótico iriam arrasar. E porque não? Basta a RTP abrir os olhos.

P.S.2 Parece que no ranking já somos o pior país da Eurovisão já que todos países já alcançaram melhores posições do que nossa melhor participação (a canção de Lúcia Moniz relembro). Hurrah! A mediocridade é totalmente nossa!

Friday, May 19, 2006

NonStop @ EU





FullStop

Só queria com este post pedir desculpas pelo que escrevi ontem. Tinha dito que o "pacote" enviado ao Eurofestival pela RTP tinha "pés e cabeça". Ora parece que estava a avaliar a coisa muito ao de leve afinal. Para mim a canção até parecia aceitável e a escolha de um grupo jovem podia trazer uma energia e frescura acrescentada à performance. O que não esperava é que estragassem tudo com tão pouco empenho e imaginação. Num festival em que todos se esmeram por apresentar um visual rico, glamoroso e coreografias arrojadas nem consigo perceber o que se passou pela cabeça dos responsáveis da RTP.

Começando pela coreografia e mise-en-cène foi uma tristeza por ser tão banal. Foi tão mal concebida ou executada que vi mesmo uma das NonStop a tentar recuperar apressadamente a sua posição para a pose final. Quanto à vestimenta, bem, que trapos tão fracos. Um maillot colorido, um corpete, duas ou três plumas e está feito. Pagam a um estilista para isso? Certamente deviam estar à espera que as NonStop encantassem só por si enviado-as semi-vestidas. Mas é que enquanto nós enviamos uma girls-band com ar de teenagers, os outros países enviam jovens e frescas cantoras mas com um ar adulto e carnudo parecendo muitas "Shakiras" e "Britneys" (por outras palavras enviam as clássicas "mulheraças"). Como podem as NonStop na arte de sedução competir nesses atributos?

Mas o pior, o pior de tudo é QUEM FOI A PARVA QUE ENTROU COM O REFRÃO EM FALSO quase logo no ínicio? Para um grupo que supostamente tanto deve ter ensaiado não há nervos que perdoem tal falha. Já passaram uns anos desde o concurso "Popstars" e apesar de quase não terem feito muito desde lá já deviam ter o profissionalismo suficiente.

Também não se compreende que elas tenham parecido cantar quase à "capella" tal ináudivel era a música. Isto, depois dos problema ditos "técnicos" do ano passado começa a ser dejá-vu a mais.

E que tal enviarem para o ano o Zé Cabra ou o Sandro G? Se afinal uma banda heavy-metal e um grupo que quase só gritava "We are the winners of Eurovision!" chegam à final porque não levarmos antes algo com que a Europa se ria (já que não temos Shakiras...)?

Thursday, May 18, 2006

Lordi @ Eurovision





Hard Rock Hallelujah?

Hoje é dia da semi-final do Eurofestival da Canção que decide a presença ou não na final do tema nacional em que relembro somos representados pelas NonStop. Dizem as más línguas que novamente ficaremos pelo caminho já que criticam os fatos de Dino Alves, a música, a coreografia, enfim tudo. Por mim eu até acho que o "pacote" criado pela RTP tem "pés e cabeça", mas no entanto aquele festival tem uns interesses e desígnios muito peculiares. Bem, boa sorte e que os interesses dos lobbies da eurocanção estejam com elas porque até não é delas que quero falar aqui.

Começa a ser habitual apresentar estilos menos convencionais que o Euro-pop no tradicional festival. Estilos como o rap, o etno, o disco, o techno, o electro-pop todos já foram ao longo dos anos tentados no evento. Lembro-me de no ano passado os Noruegueses Wig Wam se terem apresentado com um estilo hard-rock/glam rock com a canção "Rock is the New Schläger". Mas este ano a delegação filandesa tenta algo mais "pesado" ao apresentar um grupo de Heavy Metal, os Lordi. Grupo de sucesso no seu país o grupo distingue-se por uma apresentação cénica em que se disfarçam como monstros gore. Esta sui generis banda nunca dão entrevistas e tal como os míticos Kiss nunca mostram a sua cara. A sua presença no festival é bastante contestada por alguns (sobretudo gregos que são os organizadores) por os consideradarem um grupo "satánico". Não serão certamente anjos mas a canção inserida no ramo a que se dedicam é bem branda, melódica e fica no ouvido. Relembra as clássicas canções hard-rock americanas. No ano passado a Filândia saiu do festival com zero pontos e esta é "vingança" (ou será o desespero?) dos nórdicos. Por tudo isto vai ser divertido ver o festival nem que seja para me rir com esta "afronta" chamada "Hard-Rock Hallelujah" que parece quase contra-natura na Eurovisão. E se até uma transexual já ganhou uma vez porque não uma banda (levemente) Heavy-Metal?



Fica a letra e os links para a canção ser ouvida e vista

Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!

The saints are crippled
On this sinners’ night
Lost are the lambs with no guiding light

The walls come down like thunder
The rocks about to roll
It’s the Arockalypse
Now bare your soul

All we need is lightning
With power and might
Striking down the prophets of false
As the moon is rising
Give us the sign
Now let us rise up in awe

Rock ’n roll angels bring thyn hard rock hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock ’n roll angels bring thyn hard rock hallelujah
In God’s creation supernatural high

The true believers
Thou shall be saved
Brothers and sisters keep strong in the faith
On the day of Rockoning
It’s who dares, wins
You will see the jokers soon’ll be the new kings

All we need is lightning
With power and might
Striking down the prophets of false
As the moon is rising
Give us the sign
Now let us rise up in awe

Rock ’n roll angels bring thyn hard rock hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock ’n roll angels bring thyn hard rock hallelujah
In God’s creation supernatural high

Wings on my back
I got horns on my head
My fangs are sharp
And my eyes are red
Not quite an angel
Or the one that fell
Now choose to join us or go straight to Hell

Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!
Hard Rock Hallelujah!

Rock ’n roll angels bring thyn hard rock hallelujah
Demons and angels all in one have arrived
Rock ’n roll angels bring thyn hard rock hallelujah
In God’s creation supernatural high

Hard Rock Hallelujah!

Site Oficial dos Lordi (com cançao online)
videoclip no YouTube

Saturday, May 06, 2006

Nina vs Ilona





Nina vs Ilona

Ao finalizar o post anterior descobri que afinal temos uma "Ilona" portuguesa. Chama-se Nina e tanto a imagem e música é uma cópia um tanto descarada do original francês senão veja-se a boneca com o coração, os pilares, as abelhas, as flores. E até mesmo existe um crocodilo como no "Un Monde Parfait"! Uma má e foleira cópia da Vidisco. A animação 3D não está má se bem que não aprecie as superfícies um tanto "plásticas". Mas isso não desculpa nem o roubo quase descarado nem a fraca qualidade estética. O design e estética mais estilizada de Ilona Mitrecey é de melhor qualidade comparado com o 3D um tanto demodé da Vidisco.

Pena que nem a copiar os nossos produtores consigam ser originais. Mas será que queriam mesmo o ser? Puro oportunismo. Uma vergonha nacional. Este plágio só vem dar mais razão ao que escrevi no post anterior. Não há produção musical infantil em Portugal.


"Lá vou eu, lá vou eu por por esta estrada interminável..."


Quem não caça com pinguim, caça com galo
e abelhas...


Dejá vu? Plágio? Não, não, as "nossas" colunas
são claramente de um estilo mais jónico.

Links
Ouvir extractos das músicas na fnac.pt
Ver o videoclip no site do criador 3D Tiago Castro

Tuesday, April 04, 2006

José Cid @ Maxime



Kitsch Superstar!



"Eu fui ao Maxime e vi o Cid!". Músicos, celebridades, críticos, gente fina, gente comum extasiaram-se em duas noites esgotadas de José Cid no mítico Maxime, ex-casa de alterne, agora gerido por João Manuel Vieira. Sobre essas noites não comento, não estive lá (tenho pena realmente) e outros estarão mais habilitados para tal.

Falarei aqui sobre o fenómeno "Cid" pois algo mudou. Dantes era um culto kistch semi-escondido e envergonhado. Confessava-se em surdina a sua admiração por Cid um pouco com receio de ser mal-visto. Agora é de muito bom tom referir abertamente o apreço pelo "Mestre". Porque se aprecia verdadeiramente e somente o mundo kitschiano de Cid? Porque se aprecia as muitas geniais facetas da música de Cid? Não o sei dizer. Cada cabeça, sua sentença. Alguns talvez só levem em conta uma das facetas, outros ambas. Mas muitos outros talvez porque agora parece ser moda e isso torna perigosamente José Cid a ser equiparado a uma anedota pública como José Castelo Branco.

Certo é que existe agora uma validação deste culto elevando-o a um fenómeno aprovado. A divulgação de tais concertos nos jornais, de crónicas em blogs musicais respeitaveis (como o Juramento sem Bandeira de Vitor Junqueira) dão legitimidade ao culto. O facto de o próprio Rodrigo Nogueira, responsável pelo afamado Blog Clube de Fãs de José Cid já não ter feito crítica no seu blog pessoal mas sim no mais "respeitável" Bodyspace aponta nesta direcção. O culto já não é underground, tem aprovação da crítica musical, dos media, do star-system, do público em geral.

Eu estou expectante. Não sei e não imagino se esta popularidade súbita seja nefasta ou não para o puro deleite kistchiano ou do talento musical de Cid. Espero é que realmente se aprecie Cid em si, não pelo fenómeno, não pela risada fácil das extravagâncias de José Cid. Este homem é grande pelo que fez musicalmente. Seja na vertente mais arty e já remota que muito esquecem ou no lado mais popular e "foleiro". O sua genialidade estava presente nas várias ocasiões. Cid é mesmo mãe do Rock Português...

Sunday, January 08, 2006

Ugly Shoes





Sapatos Kitsch

Eis um site de calçado que pela suas formas, cores e materiais tem lugar a serem consideradas um objecto kitsch de consumo. Ugly Shoes of the Week é uma montra onde semanalmente são apresentados sapatos que se vendem efectivamente em lojas e que dificilmente pensamos que alguém os use. Mas neste mundo de 6 biliões de almas há sempre excepções. Vale bem uma visita para sorrir e imaginar quem terá coragem para os calçar.

Ugly Shoes of the Week

Thursday, January 05, 2006

Popozão + Federline





Olha o nível!

Após algumas tristezas com que começamos o ano e de que já falei anteriormente, lembremo-nos que temos sempre a música para desafogar as nossas mágoas. Mas musicalmente o ano também não começa lá muito auspicioso. Dia 1 de Janeiro foi o dia em que Kevin Federline, o bailarino que se casou com Britney Spears se estreou a sério no mundo da música mesmo apesar de ainda não ter conseguido arranjar um contrato numa editora.

Para quem dizia musicalmente mal de Britney após ouvirem Federline no seu single de apresentação vão achar que Britney até é o menor dos males. O bailarino lançou para supresa de todos uma canção baseada em ritmos de funk brasileiro das favelas. Para quem não sabe que estilo é este, talvez se lembrem dos Bonde do Tigrão, famosos por um dos plágios mais descarados da História em que roubam completamente a "malha" de Headhunter dos Front242. Musicalmente este estilo é composto de batidas funk muito simples e quase sempre com letras machistas / sexuais que roçam o mau gosto e que faz lembrar um género de Kuduro brasileiro.

E se já houve DJ's e produtores que tentaram tornar o Funk de favela como um objecto musical de culto (Favela Chic por ex) Kevin pretende é mesmo torná-lo popular. Popozão é nome do single de estreia e signfica na gíria das favelas "cú grande" ou numa linguagem mais abrasileirada "bunda grande". Ora o título não engana. A música em si é pobre limitando-se quase só pelos ritmos básicos do funk. A letra do qual transcrevo esta parte fala por si:

Bring your ass on the floor and move it real fast
I wanna see your kitty and a little bit of titty

Feder arranha mesmo uma frase em Português "Gatinha sai do chão, Vai descendo o popozão". Ora está visto que Federline não tem sequer talento para compôr uma melhor na sua estreia até porque na verdade nem sequer deveria conhecer estas sonoridades se não lhes tivessem sido apresentadas pelo seu produtor brasileiro. E é claro que ficamos também então à espera que Mr. Spears lance depois um teledisco a condizer, tendo os mesmos condimentos de qualquer teledisco americano de Hip-Hop/Rap, ou seja muitas gajas (popuzudas) a abanarem-se. Nada mais básico e directo para cativar o mercado.

O curioso é que esta tentativa medíocre de Federline pode trazer a esta sonoridade uma atenção nunca vista e muito mais gente pode pegar nesta deixa. Será que após o Reagaetton teremos no próximo verão o funk das favelas como música dos tops musicais?

Música para escutar aqui:
Tirar antes que despareça #1
Tirar antes que despareça #2
Tirar antes que despareça #3

Página oficial do Single

Wednesday, January 04, 2006

La diarrea!



Tuesday, January 03, 2006

O Circo nos Media





E o ano começa (mal)!

O circo mediático começou cedo este ano. O princípio de ano fica já marcado pelos vários canais de TV mostrarem num aeroporto uma agressão à estalada. Tudo por causa de uma contratação de um jogador de futebol. É a podridão dos negócios do futebol a vir ao de cima numa altura em supostamente o campeonato português até se encontrava de férias e teria poucas notícias a oferecer. Puro engano, pela amostra muita guerra futebolística vai ainda animar neste ano este triste país.

Mas há "fait-divers" que até me animam. Pimpinha Jardim resolveu dar um "chuto" no seu namorado que até é filho da directora do Independente, a polémica Inês Serra Lopes. Ohhhhh... Francamente estou pouco preocupado com a vida sentimental da socialite mas a hipotética ideia de que Catarina Jardim nunca mais escreva nem que seja pelo menos para o Independente alegra-me. Se Serra Lopes guardar rancor e quiser pode ser que faça uns telefonemas que a impeçam de escrever noutros lados. Tendo em conta a qualidade jornalística do já famoso "Todos a bordo" era um favor que nos fazia.

Mas no momento que escrevo esta entrada o mais triste é saber do falecimento de Carlos Cáceres Monteiro, destacado jornalista e distinguido com inúmeros galardões, reconhecido como director desde o início da revista Visão e nos últimos tempos director da Edipresse. Jornalista que marcou a reportagem em Portugal pelo seu estilo acutilante de escrita vai deixar certamente saudades a muitos.

Espero assim que os media em Portugal tragam melhores notícias.

Sunday, December 18, 2005

What's up Doc?



What's Up Doc?

Podemos perguntar o que haverá de novo no mundo televisivo nacional? Na verdade tudo na mesma. A TVI no Sábado transmitiu novamente "As Aventuras de Jackie Chan" e o "Um Cãozinho Chamado Eddie" (ver As Estratégias TVI). A SIC Radical transmitiu Spaced num formato distorcido e a SIC emitiu um filme do Senhor dos Anéis em formato Pan & Scan (ver HDTV@PT. Igualmente Pedro Ribeiro continuou com suas as entrevistas "futebolísticas" (ver Conversa Ribeirinhas). Mas não desesperemos. Não! Agora na época natalícia certamente vamos receber presentes novos. Ora vejamos então as ofertas de Natal dos quatro principais canais... Harry Potter, Senhor dos Anéis, Sequim de Ouro, circos e até mesmo um Herman Circo, Natal dos Hospitais.... Hum, mas isto é quase tudo decalcado dos anos anteriores! Bem, então não se passa nada de novo mesmo...

Monday, December 12, 2005

Tino - Por Primera Vez





Capas Kitsch

Não é preciso grandes comentários. A Capa diz tudo. É certamente uma das capas mais kitsch de sempre. Podem ver mais exemplos aqui

Thursday, December 08, 2005

Conversas Ribeirinhas



Pedro Ribeiro teve um orgasmo

A SIC Radical, num novo esforço de tornar mais acéfala e barata a sua programação preferiu tirar o sem dúvida excelente e inteligente The Daily Show with Jon Stewart para colocar o radialista Pedro Ribeiro na qualidade de entrevistador. O resultado depois de mais um mês de programas é que finalmente Pedro Ribeiro teve um orgasmo após uma entrevista com a jornalista Maria Pinhão que é benfiquista dos sete costados. Isto no sentido figurativo claro. De facto esta entrevista foi a única vez em que Ribeiro nadou como um peixe, com extremo prazer exacerbado no que fazia e com clara competência e conhecimento. Foi um desfilar furioso e arrebatador de perguntas irónicas e de chalaças quase privadas como só podia haver entre dois fanáticos benfiquistas.

Pedro Ribeiro só sabe falar muito bem de três coisas. U2, futebol e mais que tudo futebol do Benfica. É que Ribeiro é alguém de um discurso muito limitado como sempre o tinha demonstrado na apresentação do Curto-Circuito. Para homem da rádio, musicalmente então o seu conhecimento é quase embaraçante não escapando dos grupos mainstream sejam nacionais ou internacionais. Após ter estado na Comercial, depois na Best-Rock e finalmente ter aterrado na Rádio Clube Português (ex-Nostalgia) este afunilamento é bem condizente com a sua cultura musical. Sempre foi desconcertante ver quando no C.C. se falava de algo fora da lógica mainstream (fosse música, filmes ou simples quotodiano) mostrava quase sempre ignorância. Perante tal fazia "caretas" como se a simples existência de "tal coisa" fosse per si algo contra-natura. E o problema é que no seu limitado mundo quase tudo mais "jovem", "alternativo" e "radical" é uma aberração para este apresentador. Algo claramente estranho em alguém que apresentava um programa "jovem" como o Curto-Circuito.

Mas mesmo quando na presença de entrevistados relacionados com o futebol, Pedro Ribeiro é infeliz. Por ex. com Hugo Viana foi um desfilar de piadas anti-Sporting. Com Luís Miguel Pereira, que fez a biografia de Boloni, Simão Sabrosa e Jardel, foi quase sempre constante a procura de perguntas embaraçosas sobre a decadência do ex-goleador do Sporting a vir ao de cima. Como resposta, o jornalista Miguel Pereira mostrou-lhe o que significa ética jornalística. O problema nisto é que o que até podia ter uma abordagem interessante em certas perguntas não o é, porque é feita sob uma perspectiva nada profissional e em que somente se procura humilhar um clube que não é o seu. E não fico ofendido porque tenho costela de lagarto pois a minha opinião manter-se-ia mesmo que tivesse sido um ataque anti-dragão ou anti-lampião.

E seja com que entrevistado for, mesmo remotamente pertencendo ao seu amado mundo futebolístico Ribeiro tem sempre de fazer menções, piadas e perguntas à força sobre futebol. Por exemplo mencionou despropositadamente Karagounis numa entrevista com Sónia Tavares dos Gift ou engonhou numa conversa sobre futebol com David Fonseca mesmo após este ter dito que detestava futebol. Até na presença de Miguel Angelo dos Delfins uma simples referência deste que tinha cantado na canção do Centenário leonino foi corda para mais conversa futebolística e onde pode não se escusou a dar largas ao seu escárnio anti-sportinguista.

Há entrevistadores que põem bastante da sua personalidade na condução de uma entrevista. Pedro Ribeiro faz isso em demasia tornando a entrevista enjoativa e por vezes de mau gosto. Pedro Ribeiro até é carismático devido às suas piadas ribeirinhas que o tornaram famoso. Tem uma naturalidade à frente das câmaras notável mas é tudo quando a virtudes profissionais nele. Falta-lhe principalmente cultura para ser entrevistador. Não basta pesquisar na Internet sobre o entrevistado ou ter alguém que lhe faça pesquisa. Porque não é só nas suas conversas limitadas e na sua tamanha imparcialidade que ele falha. Falta-lhe igualmente técnica de entrevista. As suas entrevistas são geralmente feitas de recuos e avanços nas temáticas onde diz ao entrevistado para não esquecer do que ia dizer para entretanto perguntar outra coisa e mais tarde tentar retomar. Também já são usuais o "estamos a terminar esta entrevista mas não resisto de antes perguntar somente" e depois perguntar uma, duas, três ou mais coisas até que o tempo previsto da entrevista se esgote. Entrevistar é algo que Pedro Ribeiro disse sempre sonhar fazer. Por favor desista do sonho. É que são um pesadelo as suas entrevistas de vinte minutos que são tão medíocres como aqueles breves flash-interviews após um fim de jogo só se lembram de perguntar ao jogador que venceu "então está feliz?".

Pedro Ribeiro passou uma temporada a promover os nomes da casa. Pinto Balsemão (presidente da SiC), Marco Horácio (humorista da SIC), Teresa Tavares (ex-apresentadora do CC/ futura actriz num projecto SIC Radical), João Garcia (alpinista patrocinado pela SIC), Rodrigo Guedes de Carvalho (Jornalista SIC), David Fonseca (músico promovido pela SIC), Zé Pedro (membro dos Xutos, banda nuclear do Rock in Rio, apoiada pela SIC), Cláudia Semedo (apresentadora da SIC), Fernando Rocha etc etc. Agora despachado um primeiro pacote de nomes da casa, Pedro Ribeiro parece mais liberto para escolher entrevistados ao seu gosto e ameaça segundo ele iniciar um ciclo onde promete falar sobre fanatismos do futebol. Oh mais orgasmos se seguem então...

Classificação

Wednesday, September 21, 2005

Tó Maria Vinhas - O Passarinho




Amigos do Piu Piu

(1981 - Rádio Triunfo [RT 51-6])

Este blog sabe-se lá porquê, sente uma afinidade com este disco ;)
Por onde andas tu Tó?

TVI & La Féria



Rescaldo Televisivo do Fim-de-Semana

Num fim de semana em que os três principais canais se andaram a deglariaram pelo primetime com novas ofertas (Música no Ar, 1ª Companhia, Esquadrão G) nem todos podiam ganhar. Podemos apontar dois vencedores e um deles até nem é sequer uma estação televisiva. O canal vencedor é como se sabe a TVI que ao reciclar (mais uma vez) o Big Brother e voltar a contratar a dupla Frota/Conde só podia voltar ao sucesso. O outro vencedor que esfrega as mãos de contente, é com certeza Felipe La Féria. O encenador não podia ter tido melhor propaganda do que teve graças à RTP e à SIC. Sexta, a RTP dedicou-lhe na prática quase todo dia. Tendo como ponto alto a transmissão do seu musical Amália à noite, no resto do dia foram transmitidos "aperitivos" como pequenos documentários sobre Amália e directos sobre os bastidores da sua nova produção teatral O Pátio das Cantigas. Já no Sábado a revista Caras realizou a sua luxuosa e mega-social festa de 10º Aniversãrio em conjunto com a estreia da dita revista, deu-lhe exposição no primetime da SIC. Domingo, a RTP retransmitiu o clássico filme "O Pátio das Cantigas" (re-)aguçando mais o apetite pelo remake musical de La Féria. Moral da estória, quem venceu foi a tradição de apostar em modelos conservadores e garantidos. A TVI mais uma vez no modelo Big Brother que apesar de esgotado, é recauchutado, vivendo da popularidade dos intervenientes. La Féria por continuar a apostar nos saudosos musicais de revista e em icones nacionais. Ele podia ter vida difícil com esta crise, mas no entanto já imagino os bilhetes esgotados durante meses e as famílias que vão ver vezes sem conta o musical. Melhor só se contratasse Alexandre Frota para o seu elenco, que apesar de vir para ganhar cachets chorudos, fazer troça de Portugal, arrasta ainda mais multidões do que as peças nacionais de La Féria.

Wednesday, September 14, 2005

Old Bond Jeans - Motocross Club



Old Bond Jeans - Motocross Club (7")

Trago desta vez um single promocional não naquele plástico fino e fléxivel como os que eram distribuídos pelas Selecçoes do Reader's Digest mas este verdadeiramente em vinil. A disco promovia as marcas Old Bond Jeans e a Motocross Club. Penso que eram ambas do mesmo fabricante e certamente já não existem ou foram reconvertidas noutras marcas. Fiquei encantado quando descobri este single e vi quem eram os autores das duas músicas. Não eram nada mais que autoria de Rámon Galarza (celebrizado pelos Idolos) e Shegundo Galarza (pai de Rámon, falecido em 2003) e que orquestrava também as duas músicas.

Ora, diverti-me imenso já que me recordava vagamente das música da Old Bond e dois spots televisivos em si. A capa aliás, apresenta fotogramas dos respectivos anúncios.

O Lado A - Old Bond Jeans chama-se Disco Sound e é curioso porque apesar da palavra Disco os instrumentos e a melodia em si vão buscar mais inspiração aos anos 60 pontuando o psicadelismo e solos de guitarra. Há o uso de um Vocoder num sumido "Old Bond". Esta música animada tem como autor é Rámon Galarza com arranjos do pai.

Extracto da letra "Liberdade de viver. Alegria de sentir. A certeza de ter. A vontade de vestir. Jeans, Jeans, Jeans, Old Bond Jeans"

O outro lado, dedicado ao Motocross Club é mais calmo, mais clássico, tornado a letra (que é cantada por uma voz feminina) mais saliente. O tema é muito repetitivo. Autoria de Shegundo Galarza.

Extracto da letra "Camisas, camisetes. Camisas e Camisetes Motocross Club. Motocross Club. Viver o dia a dia com simplicidade e alegria. Camisas, camisetes. Camisas e Camisetes Motocross Club. A forma de bem vestir..." Motorcross Club é cantada por uma voz masculina igualmente suave.

Nos tempos que correm estas letras são um delírio kitsch! :D

O Single não tem menção à editora nem a indicação do ano. Somente apresenta a autoria e a label SG 501.

Sobre os autores:
Segundo (ou Shegundo como ficou conhecido) Galarza era basco e foi solista, maestro, compositor, fez arranjos, esteve ligado à RTP e compôs bandas sonoras e jingles publicitários. Trabalhou com Max, Tony de Matos, Lara Li, José Cid, Paulo de Carvalho, Tozé Brito, Marco Paulo, Carlos Paião e com mais meio mundo artístico nacional. Fica também marcado pela sua contribuição em canções do Eurofestival. De realçar a curiosa ligação entre o maestro e o João Manuel Vieira (Ena Pá 2000) no trabalho "Corações de Atum".

O seu filho Rámon Galarza, também fez da música a sua profissão e ficou celébre como Júri nos Ídolos da SIC. No entanto tem um largo historial musical. Baterista nos anos 70, participou no conceptual disco de José Cid "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte", tendo sido baterista nas Doce, de José Afonso e Rui Veloso. Hoje em dia é produtor e tem o seu estúdio TchaTchaTcha.

Nota Ainda continuo a ver a melhor forma de colocar samples online. Visitem este post mais tarde.

Tomás Taveira



Os ódios de Tomás Taveira

A Arquitectura em Portugal sempre esteve em segundo plano nos mass media. Aparte de notícias sobre projectos monumentais, derrocadas, inaugurações e casos políticos como o Casino de Lisboa, a Arquitectura em si nunca foi uma arte que tivesse muito tempo de antena. Raras foram ou são as colunas na imprensa escrita, programas de TV ou crónicas radiofónicas sobre o assunto. Talvez Manuel Graça Dias tenha sido o arquitecto que mais tenha tentado colmatar este vazio levando a Arquitectura a um público mais vasto. Graças sobretudo à RTP e TSF o seu esforço de divulgação teve algum eco.

No momento, a voz mais saliente nos media é provavelmente capaz de ser Tomás Taveira que tem uma coluna regular na revista de Domingo do Correio da Manhã. Tomás Taveira até já teve durante bastante tempo direito a duas páginas mas agora que a revista sofreu uma remodelação, a sua colaboração foi reduzida a uma página. Em condições normais ficaria triste que este corte tivesse acontecido com um arquitecto, tal a escassez de que já falei. Ora, no caso de Tomás Taveira até é muito positiva. Este polémico arquitecto sempre aproveitou mal o espaço que lhe foi concedido. Semana após semana, a sua crónica sempre foi um desfilar de ódios mesquinhos e de uma vaidade repúgnável que nada dignifica a profissão que representa. Qualquer tema ou reflexão era sempre aproveitado para mostrar a sua aversão pelo estilo praticado pelos arquitectos da Escola do Porto, pela Ordem e pela constante perseguição a que é sujeito cá no burgo. Ora, Taveira só colhe o que semeia. Tirando o escândalo sexual que para aqui não é chamado (e que interessa mais ao grande público e aos tablóides) o seu comportamento civil nunca foi exemplar. As suas guerrinhas na Fac. de Lisboa de onde foi expulso, os atritos com a respectiva Ordem, o recolher à força de louros arrancados a antigos patrões já falecidos (e no qual o já foi condenado por tal em tribunal) dão-lhe uma má reputação no meio. Por tudo isto Taveira é um arquitecto isolado e frustrado.

Não sou arquitecto mas não sou cego para me aperceber que a sua contribuição não é tanta como ele quer nos fazer crer. Ele até nem é dos nomes portugueses mais citados ou com projectos mostrados em livros internacionais. Existem muitos outros arquitectos ou projectos nacionais que são muito mais divulgados e apreciados. Não me parece que Taveira tenha ou vá ter trabalhos que lhe façam valer um dia o Prizker. E por cá o efeito choque Amoreiras e BNU já se diluiu e a maioria das pessoas são lhes totalmente indiferentes. Depois disso passou bastante tempo sem conseguir "chocar" o público como muito gosta. E somente com seus os mal-amados estádios Euro 2004 lá conseguiu estar na ribalta de novo. Esclareco que não sou contra o chamado pós-modernismo arquitéctonico nem sou um defensor das linhas mais sóbrias e práticas de por ex. chamada "Escola do Porto". O que sei mesmo é que não não estimo a aberração cromática que Taveira aplica nos seus projectos. E até sim, gosto de aplicação de cores arquitectonicamente mas já não gosto de orgias de cor. De Taveira, ainda consigo até gostar do Palmela Village. A cor ali é diluída em pequenos edíficios e é mais suportável, mas nas suas construções mais volumosas já detesto. E a nivel das formas também nunca lhe reconheci nada de genial.

Não creio que ele esteja no CM por ser UM arquitecto ou O arquitecto como se gosta de fazer passar. Está lá porque é O Taveira, está lá pelo seu mediatismo (negativo) e por o CM ter a orientação em termos de público-alvo que tem. Por isso não me importava que no seu lugar estivesse alguém que realmente educasse. É que já estamos farto de saber pelas suas palavras que é um génio incompreendido que só o futuro lhe irá dar razão. Por mim que o seja só no futuro. Não me importa que eu seja mais uma pessoa de pouca visão, um inculto. Importa-se então de ocupar menos espaço no presente sr. Taveira?

Nota: As crónicas de Tomás Taveira podem ser normalmente consultadas no seu Sítio Web.

Saturday, September 10, 2005

Tarzan Taborda RIP




Tarzan Taborda RIP

Desapareceu a velha glória do wrestling nacional. Goste-se ou não de wrestling, Albano Taborda Curto Esteves tornou-se um mito nacional. Nos mais velhos a memória lembra-o por ter sido campeão de wrestling, bailarino, duplo em Hollywood e de ter conhecido algumas estrelas do show-biz. Nos mais novos a recordação fica pelos seus comentários de wrestling da antiga wwf nas manhãs dos fins de semana na RTP. Todos se lembram com certeza com um sorriso, a forma como defendia que aquilo não era teatro e que todos aqueles golpes podiam levá-los à morte certa. Como nos divertiamos a ouvir as suas aventuras nas terras de Saddam, os seus reptos para que o tentassem derrotar e o facto de ser invencível. A forma como se orgulhava disto tudo fazia-o parecer como um grande fanfarrão mas o certo é que ao invés quase todos sentiam um grande simpatia por esta figura.

Infelizmente a sua saúde de ferro de que sempre se tinha gabado não o salvaram de um ataque cardíaco. Eu, como provavelmente muita gente vou sentir saudades. Que faças muitos "suplexes" no céu Tarzan Taborda.