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Monday, June 19, 2006

ClubOtaku.org



Links - Cultura Nipónica



Um dos bons sites nacionais em que podemos ficar informados e aprender sobre a cultura japonesa é o clubotaku.org. Nele encontramos desde artigos de Manga e Anime, sugestões J-Pop e J-Rock, gastronomia, lições de japonês e muitos outros aspectos da vivência e sabedoria nipónica. Ao invés de muitos sites não se limita à manga e anime mais mainstream e vai muito além da ponta do iceberg que é a complexa e vasta cultura do Sol Nascente. Vivendo em grande parte não só do esforço dos esforçados webmasters do site mas igualmente do contributo de vários colaboradores (e no qual O Meu Piu Piu já deu o seu pequeno contributo) é uma comunidade viva e robusta que ainda pode crescer mais com a sua visita. A visitar, revisitar porque há lá muito a descobrir...

PS - O Fórum é boa maneira de perguntarmos sobre tudo aquilo que desejamos saber sobre a cultura japonesa.

Wednesday, February 08, 2006

Wallace & Gromitt @ Annies





Implacáveis!!!

"And the Oscar (excuse me) the Annie goes to... "Wallace & Grommit: The Curse of the Were-Wolf" Yeeahhh... and again... and again?... and hmmm again... and yes again... and oh well again... and still again... and (you know the answer) again... and (glup) again... and finally again..."

Pois é, Nick Park e Steve Box arremataram 10 prémios nos Annies, os galardões americanos para a Animação! E não ganharam todas as nomeações já que era impossível de acontecer pois nalguns dos prémios tinham múltiplas nomeações. E com tanto prémio até faz parecer que não tinham concorrência à altura, o que não é verdade. Lá estavam Hayao Miyazaki e o seu "Howling Castle", "Madagascar", "Corpse Bride" de Tim Burton, "Robots", "Chicken Little" e tantos outros...

Até já sabia que tinham ganho o prémio principal há alguns dias atrás mas só foi quando visitei "o Gato Cósmico" do Doraemon que percebi que tinham arrasado totalmente.

Apesar de nos Annies com tanta concorrência "Wallace & Grommit" terem dominado, isto não é garantia de terem também o Oscar assegurado mesmo com menos concorrência ("Howling Castle" e "Corpse Bride"). A indústria de Hollywood (ás vezes) tem os seus próprios interesses. Mas normalmente os Globos são um prenúncio. E como eu gosto muito desta divertida dupla espero que façam o pleno e ganhem também o Oscar!

P.S. Star Wars - The Animated Series (Cap 21-25) de Genndy Tartakovsky ganharam na categoria que estava nomeada (Melhor Série de Animação TV!) Fica prometido post sobre esta série animada para breve!

Wednesday, February 01, 2006

Steamboy





Steamboy

Steamboy de 2004 era o aguardado novo projecto de Katsuhiro Ôtomo após a realização do objecto de culto que é Akira (1988). No entanto a sua estreia não foi um sucesso e passou muito despercebido nas salas de cinema. Em Portugal pelo que sei nem estreou. A sua temática provavelmente desapontou muitos que desejavam mais uma obra Cyberpunk como o anterior filme ou que fosse na onda de Matrix ou Ghost In The Shell. Mas desta vez Otomo tinha decidido enveredar por uma temática que começa a ganhar o seu canto na Ficção Científica, o Steampunk.



Por Steampunk, entende-se normalmente a exploração de realidades alternativas da Época Victoriana e princípio do Século XX mas onde o poder da tecnologia chegou precocemente e muitos mundos como os normalmente descritos por autores como Julio Verne e H.G Wells são efectivamente realidade. São estranhas visões em que o poder do vapor alimenta poderosos submarinos, navios, aviões e até naves espaciais. Alguma vezes mesmo os computadores já são aí uma realidade. Exemplos recentes mais conhecidos destes mundos são A Liga dos Extraordinários Cavalheiros (vertente mais victoriana) criado por Alan Moore, Wild Wild West (que aborda uma visão mais Western) ou as Cidades Obscuras (numa abordagem mais Arte Nova e Art Deco) de Schuiten e Peeters.



O filme centra-se na história de um rapaz, Ray Steam, seu pai e avô em plena Inglaterra victoriana. A família Steam são puros génios na manipulação do poder do vapor e escondem segredos e ideias que todos desejam ter. É uma bela fábula e ensaio sobre o uso que se dá à ciência. Aborda a ética e o preço que é necessário pagar para que a ciência avance e o modo como essas descobertas são usadas em benefício da Humanidade.



Este incompreendido filme que demorou uma década a ser realizado foi o mais caro feito no Japão em animação. Recorre a técnicas animação 3D mas apresenta um look tradicional como nos habitou por exemplo Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro, a Princesa Mononake). Com cenários encantadores que recriam por ex a Primeira Grande Exibição de Londres é um filme delicioso de se ver e uma bela reflexão moral. O argumento é algo linear e pouco profundo reconheça-se, e a forma como grande parte da história é contada no final é desapontante. No entanto como já disse a mensagem é forte e o imaginário visual do filme é o melhor de tudo.



Portugal já conhece uma edição DVD deste filme mas infelizmente não teve direito a uma versão de colecionador com um segundo disco de Extras. Recomenda-se então a importação já que duvido que venhamos doutra forma a conseguir uma bela edição como a versão americana.

Classificação

Monday, September 05, 2005

Heidi - Singles 7''



Heidi - Singles 7''

"Avôzinho, diz-me tu...". Pois é, resolvi para primeiro post da secção Sonoridades recordar um mito que está na memória de muitos. Parte da imaginação do mágico Hayao Miyazaki que criou Conan - o Rapaz do Futuro, A Princesa Mononake, Spirited Away/A Viagem de Chihiro (e agora vai aparecer com Howl's Moving Castle) a série animada fez as delícias de muitos. Mas neste post não vou falar da série em si e vou antes explorar a edição musical que a série teve por cá.

O sucesso desta série em Portugal (e Espanha também) foi tanto que era possível na época (1974-76) encontrar pelo menos 4 versões do tema original, Avôzinho (Oshiete/Dime Abulito em Japonês). São esses singles que apresento.



1ª Versão - Original/Japonesa - Edição Portuguesa (1974 - RCA / Telectra - SPBO-7033)
O clássico criado pela dupla Kishida Eriko (letras) e Watanabe Takeo (música). Orquestral, uma voz japonesa suave e meiga (2.31 de duração). No outro lado Mattete Gora (Oye). Igualmente uma bela canção no mesmo tom que o lado A (duraçao de 2.12). A imagem gráfica da capa portuguesa não tem nada a ver com a série animada. Curiosamente a licença na contra-capa está é atribuída à RCA espanhola pela Fuji. Provavelmente a RCA não tinha filial por cá.



2ª Versão - Espanhola - Edição Portuguesa (1974 - RCA / Electra - SPBO-2379/E)
Mesma capa que a edição portuguesa do original japonês. Contra-capa com ambas as letras em castelhano. As versões são bem fiéis ao original e são executadas por Carlos Ramón e Amart. O lado A tem 2.38 e o lado B 2.13.



3ª Versão - Portuguesa (1976 - Emi / Valentim de Carvalho [008 40418])
Mais uma capa sem o grafismo original da série animada. Cantada por Maria João (será que...) e Coro, versões de Marcelo Duran e arranjos e direcção do maestro Jorge Machado. Os tempos não estão indicados (e eu fui preguiçoso!).



4ª Versão - Portuguesa (1976 - Roda [RS 107])
Tenho pena de não apresentar a capa deste single mas infelizmente só consegui arranjar este single sem a dita. Pela label esta versão é baseada nos arranjos da dupla espanhola mas tem igualmente o arranjo e direcção do já falecido Shegundo Galarza. Ambos os temas são cantadas por Magda e Turma 8. O lado A tem 2.49 e o lado B 2.15.

Creio que é possível encontrar esta mesma versão no cd Caixinha de Sonhos - Volume 1 da Vidisco, mas disto não tenho a certeza. Se não for a mesma versão, então acrescenta-se uma nova versão cantada em português (a terceira).

5ª Versão - Portuguesa (2005 - Universal Music Portugal [986 933-1])
Recentemente Tó-Zé Brito teve a iniciativa de lançar "As Melhores Canções Infantis" em que inclui Avôzinho. Infelizmente neste novo CD esta versão não é nenhuma das que se encontram já editadas em single (ou outros temas na colectânea como Jacky, Dartacão parecem ser as versões originais). Provavelmente não foi possivel recuperar a matriz original (ou houve problemas de copyright?) e por isso é antes recriada numa nova canção. Só que a voz desta cantora peca por ser esganiçada, artificialmente pseudo-infantil e com os instrumentos a quererem parecer ter pressa de chegar a qualquer lado pois tal é a velocidade comparada com o original. Esta versão apresenta um grande desrepeito à atmosfera suave e campestre existente nas anteriores versões pelo que o resultado é um bocado atroz. Acho que antes prefiro ouvir o José Figueiras a cantar as suas canções tirolesas. Esta versão tem 3.04 minutos.

Lá por fora houve a edição da banda sonora completa, no entanto não sei se cá foi editada, é natural que sim. Se alguém tem informações sobre um álbum que deixe um post.

Nota Eu estou a estudar a melhor forma para apresentar samples audio dos temas deste e de futuros posts. Vejam um dia este post de novo e pode ser que já tenha resolvido a questão.