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Monday, July 24, 2006

Cheerleaders Trifene 200





Trifene 200 para dores de "tomate"

De Trifene 200 sempre tive uma imagem negativa. E não a tenho por não ser uma mulher ao qual o produto sempre se quis dirigir apesar de ser um analgésico unisexo convencional. Não há nada de errado com o posicionamento de marketing do produto, bem pelo contrário. Num mercado em há 2 ou 3 analgésicos que dominam e são top reminders à frente de Trifene, um posicionamento estratégico como analgésico feminino aproveitando algumas características do produto (combate de dores menstruais) é muito bem pensado. Mas durante anos e anos neste analgésico notei vários erros comunicacionais por parte de quem gere a imagem do produto.

A farmacêutica Medinfar sempre teve um budget de comunicação elevado, única forma para combater a concorrência. O problema é que sempre lhes faltou algum bom senso para o gerir. Lembro-me de já ter visto em tempos idos anúncios televisivos e spots de rádio desta marca de um gosto duvidoso. Pirosos, fossem para quem fosse. Às vezes pensava se havia mesmo alguma agência de publicidade por trás ou se era tudo concebido pela empresa.

Procurar o endorsamento de uma figura pública feminina com que o público se identifique é excelente ideia para este produto. Que pratique desporto ainda melhor já que se entende a intenção de mostrar Trifene como um produto que leve a uma vivência normal, mesmo em situações mais exigentes como práticas desportivas. Elizabete Jacinto é há anos a aposta da Trifene. Mas penso que haveria melhores opções. Jacinto pratica um desporto viril é certo. Mas seguem as mulheres com atenção Rallies de Todo-o-Terreno? E o Lisboa-Dacar? Muito poucas, as fãs de Jacinto só talvez. Ora decerto que haveria mulheres no mundo do desporto que praticassem uma modalidade com que as mulheres tivessem uma maior paixão.



Agora vem-se a saber que Trifene 200 patrocina a equipa de cheerleaders do S.C.Benfica. Como? Um produto que sempre posicionou como um produto feminino passa agora a patrocinar uma das coisas mais machistas que há no desporto? É que são uma dúzia de raparigas atléticas que tentam excitar com acrobacias nos tempos mortos do jogo um estádio repleto de homens (e os telespectadores da SporTV, outro antro masculino). Ao que parece afinal a Trifene mudou inesperadamente a estratégia comunicacional.

Fui tentar perceber esta "troca-baldroca" e segundo Edite Santos, gestora do produto Trifene 200 "... o nosso apoio é transversal: vamos de Lisboa a Dakar com passagem por Benfica sempre a pensar no bem-estar e na melhoria dos cuidados de saúde dos portugueses, sejam eles adeptos do futebol ou de desportos mais radicais. A viragem para o mundo do futebol representa para a comunicação Trifene 200 uma mensagem que queremos sublinhar que é o facto deste fármaco responder de forma segura e eficaz às necessidades de ambos os sexos". Ah bom! Dantes tão preocupados com as mais "angélicas" das mulheres (não me sai da cabeça aquela vioncelista do anúncio deles) e agora subitamente viram-se para os "machos" que gostam de beber cerveja e cuspiriam com todo o prazer no árbitro. Está bem, e que tal terem feito uma transição de "target" de uma forma menos "radical" e mais suave? É que milhares de portugueses "machos" Trifene 200 sempre foi motivo de risada.

A Pubicidade de Trifene 200 dantes dizia "Porque há coisas que só as mulheres entendem: TRIFENE 200.". E eu digo que há coisas que só a própria Trifene 200 entende.

Wednesday, July 19, 2006

Rita + Joana + Teresinha





"me liga vai!"

Os sempre simpáticos senhores da Netcabo revelaram ao mundo em primetime televisivo o número de telefone (para quem não sabe e se julgue desesperado é o 213109910!) da Rita, da Joana e da Teresinha. Segundo a PT em apenas dez dias vinte mil cairam na esparrela de lhes telefonarem.

Mas o a oferta de assédio continua e agora até nos convidam a ir jantar com elas!

Cara Netcabo, só falta mesmo elas virem tocar ás nossas campaínhas! Não acham que as vossas meninas da Netcabo andam a ser muito... "atrevidas"?

Monday, July 17, 2006

100 Megas @ Netcabo



Tanto Mega para quê?

Acho piada a aquele rapazinho barbudo que no anúncio da Netcabo, meio sonolento nem dorme preocupado em fazer downloads a velocidades supersónicas. É irónico porque tendo um produto PT com tanto limite de tráfego, à velocidade de 2 Megas/s (na mais normal das hipóteses) não precisaria de fazer assim tanto sacrifício. Em dois dias os seus downloads possíveis já estavam despachados. Depois teria que fechar a torneira...

Segundo a M&P a foi apresentado aos jornalistas um projecto-piloto da TV Cabo em está a desenvolver para oferta de serviços de banda larga de 100 megas. Pelos vistos a PT anda a ficar preocupada com os 20 Megas do Clix...

Tendo em contas a sua política comercial, provavelmente a Netcabo quer é que os seus estimados clientes gastem os seu mísero plafond de tráfego internacional em vídeos youtube em vá lá, uma semana e ficar a cobrar as chorudas taxas de tráfego extra durante o resto do mês. Esta separação que somente a Telepac/Sapo/Netcabo (mesmo grupo/mesmas políticas estúpidas) usa por este mundo fora é tão rídicula tendo em conta que no resto da Europa nem sequer com limites de tráfego os utilizadores tem de se preocupar. Enfim, somos portugueses e graças ao Clix seu único dito "concorrente" que colabora fornecendo os mesmo preços e limites de consumos (se bem sem a patética distinção de tráfego nacional/internacional) lá vamos ficando na mesma. Passou anos e anos e o preço do serviço esse é que nunca mais baixa. Oferecem mais e mais mails, mais espaço para mails, mais velocidade mas quanto a preço e rídiculos limites estamos quase sempre na mesma.

Por isso queremos 100 Megas para usar onde???

Friday, July 14, 2006

Jogos de Apostas Online @ PT





Uma aposta ganha...

O ano passado, como sabem, a liga portuguesa de futebol foi patrocinada por uma agência de apostas online passando a ser conhecida por liga "Bet & Win" ou "betandwin.com". Este facto foi uma vergonha já que é um grave abuso ocorrido no sector publicitário e no sector do jogo mas na verdade ninguém pareceu muito preocupado. A problemática do jogo online em Portugal agrava-se agora que o Sporting Clube de Braga vem anunciar que vai envergar nas suas camisolas publicidade referente à inglesa sportingbet, outro site de apostas online. O clube diz que ponderou legalmente todos os factores (tal como tinha dito a Liga de Clubes) e que está tudo conforme à lei. Ora, longe disso...

Anos atrás, quando ainda na universidade calhou ter de fazer um trabalho de Economia sobre o Jogo em Portugal e desde essa altura que estou a par das regras bem rígidas que gerem a actividade. Devido a ser uma matéria "sensível" é controlada pelo Estado como aliás penso que o deve sempre ser na procura de minimizar os seus riscos. Uma das regras é que só é permitido à Santa Casa da Misericórdia difundir publicidade com conteúdos relativos ao jogo. O problema é que a lei está desactualizada e não contempla ainda factos como a abertura ao mercado comunitário europeu e à Internet.

A empresa de apostas online aústriaca "Bet & Win" procurando novos mercados acenou á Liga de Clubes os seus milhões. Mesmo tendo provavelmente consciência da semi-ilegalidade que cometia a Liga aceitou o patrocínio milionário por três épocas aproveitando alguns buracos da lei como o vazio legislativo relativa à Internet e o facto de a empresa ter sedes em Viena e Gibraltar.

Não é preciso ser grande entendido juridicamente para perceber que o contrato é contra o espírito e essência do regime de jogo exclusivo que existe em Portugal. E até está lá preto no branco no artigo 21.º do Código da Publicidade: 1- Não podem ser objecto de publicidade os jogos de fortuna ou azar enquanto objecto essencial da mensagem. 2- Exceptuam-se do disposto no número anterior os jogos promovidos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Com mais lacuna ou menos lacuna jurídica o facto é que tal acordo atenta contra os interesses do Estado, da SCML e dos restantes entidades com interesses no jogo em Portugal. Aliás, sem muita supresa, tanto as comissões deontológicas que regem a publicidade nacional como os tribunais decidiram-se por considerar ilegal o contrato, mas absurdamente os tribunais não tomaram medidas para suspender o patrocínio e a publicidade da Bet & Win.

Com tudo isto, tais deliberações demoram um ano a ser proferidas e entretanto a Bet & Win conseguiu passar a "mensagem" já que durante o todo o campeonato a liga foi efectivamente apelidada pelo polémico nome. Aliada a uma carga publicitária intensa nos estádios de futebol e por conseguinte na própria televisão e ainda sites internet de desporto a empresa austriaca conseguiu publicitar os seus serviços o tempo suficiente para começar a angariar apostadores e despertar o interesse pelo jogo online em Portugal. A empresa e Valentim Loureiro "apostaram e ganharam" mesmo que a partir de agora o patrocínio seja obrigado a ser cessado.

Mas pelo andar da carruagem a próxima época arrisca-se a ser mais uma "Bet & Win". E para piorar as coisas já temos também um clube português com "concorrência" nas camisolas. O Estado e entidades competentes tem de rapidamente acordar e tomar medidas para legislar novas realidades. Se querem que o jogo continue a ser uma actividade resticta em Portugal há que tomar medidas quanto ao jogo online. Uma delas é actualizar naturalmente a legislação tanto sobre os privilégios do Jogo em Portugal como sobre a publicidade sobre tal matéria. Outra é de decidir rapidamente se permite jogo online em Portugal ou não. Se não o deixa que proíba que os cartões de crédito emitidos em portugal transacionem para contas de entidades de Jogo online. Se o vai começar a permitir então deverá cobrar a respectiva percentagem de imposto em apostas da mesma forma que o proíbiria. Envolve consenso com a Comunidade Europeia e as entidades bancárias/financeiras mas pode certamente ser feita. Aliás lá fora e depedendendo do país ora é permitido/proíbido por tais processos.



Sou em príncipio contra o jogo. Como acto de lazer em que se gasta umas moedas ou se aposta no Euromilhões ainda aceito. Como acto de tentativa de enriquecimento pessoal quase sempre resultando em depêndencia e ruína não. Mas tendo que existir prefiro que parte do jogo fique nas mãos de uma Santa Casa que sempre é uma organização social. Os portugueses apostando em casinos on-line e sites de apostas não contribuem um único centavo para o bem estar social nacional, além de estarem a dar o seu dinheiro a empresas internacionais. Se querem jogar na pior das hipóteses mais vale que o façam num casino. O dinheiro é certo vai parar às mãos de um tal Stanley Ho ou de um Grupo Solverde mas pelo menos parte dele (60% dizem) ainda vai para o Estado, a Autarquia e é usado supostamente para beneficiência social. Sendo "praga" ao menos que controlada.

Pior, em questões de ética, ver uma liga e um clube de futebol em que os seus patrocinadores ganham balúrdios por essas equipas ganharem ou mesmo perderem é de desconfiar. Se liga e clubes cometem ilegalidades jurídicas só para ficarem reféns dos milhões de jogos de azar não pisarão também a linha para servir interesses dos seus patrocinadores? Bem sê vê onde se chegou na Liga Italiana, terra dos campeões do mundo. Em Portugal, país do Apito Dourado, já sabemos o que a arbritagem é corrupta em interesse que certos clubes ganhem. Agora pergunto-me o que esses clubes, sempre com dívidas e passivo, não farão para tirar a corda do pescoço?

NOTA Soube que a partir de 1 de Agosto o complicado nome "Bet&Win" vai desaparecer para dar lugar à Bwin.com. Lá teremos uma liga bwin então...

Sunday, January 08, 2006

Flops #1 - CD-i





Grandes Flops Multimedia #1 - CD-i

Inauguro aqui um ciclo dedicado a "flops" (falhanços) no multimedia de consumo.

Corria o ano de 1994 ou 1995, andava eu na ESCS e numa aula que penso de Marketing recebemos a visita do Eng. Pedro Reuter, então Director de Media da Philips portuguesa. Vinha esclarecer-nos sobre as benesses do CD-i vulgo CD Interactivo, formato inventado pela Philips.

Muita pouca gente se lembra hoje do CD-i. Era uma simples caixa do tamanho de um leitor VHS destinada para a nossa sala de estar e ser ligada à TV. Tecnicamente até era interessante. Além de ler os CD's de música podia-se ver fotos formato Photo-CD, fazer Karaoke e ainda disfrutar de jogos interactivos. Igualmente alguns modelos corriam Video-CD's, espécie de DVD primitivo, muito popular na Ásia mas que aqui sempre foram uma raridade e ignorados.

Nesse tempo eu ainda nem tinha PC e o CD-ROM surgia no mercado timidamente com leitores a antigos 30 contos. Eram lentos na performance e sem ser profissionalmente não havia ainda gravadores CD-ROM. Também os jogos para o formato PC-CD ROM ainda não estavam maduros e precisavam de ser aperfeiçoados. Mas estava já convicto que mais rápidamente o CD-ROM iria ter sucesso do que o avantajado "tudo-em-um" CD-i. Não via o CD-i como substituto do VHS porque até não era possível gravar neles. E os Video-CD tal como os Laserdisc nunca cativaram as massas por cá. Tecnicamente os Video-CD's até tinham menos resolução do que o VHS (se bem que não se degradavam). E muito menos via o CD-i como fabulosa máquina de jogos porque cobiçava era jogar num computador. O CD-ROM parecia algo muito prometedor e revolucionário para o PC e o tempo veio a confirmar isso.

Por outro lado o CD-i parecia poder ter tudo para iniciar uma revolução na sala de estar mas a verdade é que interessou a muita pouca gente. Não foi por falta de promoção que falhou. Também não foi por incapacidade técnica ou falta de atributos. Nem por falta de títulos vídeo apesar de ficar muito aquém dos do catálogo VHS. Igualmente havia produtos didáticos e jogos suficientes. O preço dos leitores apesar de não ser barato era aceitável para algo que até fazia bastante. Custavam uns 80 contos e que era quase o mesmo que os leitores DVD custavam quando surgiram e esses até tinham menos funcionalidades que um leitor CD-i. O formato falhou porque simplesmente porque não despertou o interesse e desejo pois ninguém tinha a utopia de usar a sala de estar para tais coisas "multimedia" em família. A Philips quando se apercebeu que ninguém queria um centro multimédia começou a perceber que as pessoas estavam era mais interessadas em jogos e mudou a estratégia de promoção. Igualmente levou o CD-i ao PC mediante uma placa de expansão e até o ligou à Internet. Mas já era tarde demais. Do mesmo modo do que eu que nessa altura eu sonhava com as potencialidades do CD-ROM num PC (sobretudo para jogos) muitos ignoraram o CD-i. Aliás depois surgiram também as desejadas consolas de 16bits como concorrentes e entre elas a best-seller Playstation.

O centro multimédia na Sala de Estar era um sonho da Philips à frente do seu tempo. Ainda hoje não surgiu nenhum electrodoméstico que seja verdadeiramente um centro multimédia na sala de estar mas as consolas e os vindouros media centers preparam-se para um dia o fazer. Já a Commodore tinha tentado impor o multimedia na sala de estar com o CDTV (um vulgar Commodore 500 camuflado sob a forma de leitor CD de mesa) e falhou iniciando o declínio da marca alemã. Há sonhos que só o são para quem os sonha e que contados não faz ninguém tem vontade de viver neles. O CD-i era um dos tais.



Voltando a esse dia, perante colegas pouco interessados no assunto, opus-me ao sonho de Pedro Reuter. Disse-lhe que nunca iria triunfar, que o futuro seria seguramente o CD-ROM por muito que apregoasse as maravilhas da sua máquina. Confiante ou antes para esconder um quase anunciado falhanço Pedro Reuter apostou comigo um almoço em que passado um ano seria o CD-i o vencedor da contenda. Curioso é que a Philips além do CD-i apostava também forte no CD-ROM que era um filho seu e da Sony. Mas o CD-i era um produto totalmente seu e as compensações em royalties do CD-i seriam então melhores se o formato vingasse. Por isso insistiu até ao fim no extinto formato. Era a luta com a Sony pela supremacia nas guerras de formatos. Até hoje ainda nunca voltei a encontrar o Sr. Reuter pelo que o almoço nunca mo foi oferecido. Também guardo ainda "religiosamente" da minha victória "moral" um CD-i de demonstração de um trecho da ópera AIDA em Dolby Surround oferecido numa feira. A ideia era que pegasse nele e fosse a um stand de electrodomésticos para o experimentar. Como muita gente não o fiz e coloquei-o na prateleira. Nunca tive a chance de o usar e parece que nunca terei oportunidade para tal. Se o Video-CD, SVCD e outros formatos já quase desaparecidos como o HDCD ainda podem ser apreciados em novas máquinas como o DVD o CD-i já está enterrado e mais que esquecido. Menos para para a Philips que perdeu mais uma batalha e investiu milhões no formato...

Links interessantes sobre CD-i
FAQ sobre CD-i
No Wikipédia
Site sobre CD-i

Wednesday, September 14, 2005

Old Bond Jeans - Motocross Club



Old Bond Jeans - Motocross Club (7")

Trago desta vez um single promocional não naquele plástico fino e fléxivel como os que eram distribuídos pelas Selecçoes do Reader's Digest mas este verdadeiramente em vinil. A disco promovia as marcas Old Bond Jeans e a Motocross Club. Penso que eram ambas do mesmo fabricante e certamente já não existem ou foram reconvertidas noutras marcas. Fiquei encantado quando descobri este single e vi quem eram os autores das duas músicas. Não eram nada mais que autoria de Rámon Galarza (celebrizado pelos Idolos) e Shegundo Galarza (pai de Rámon, falecido em 2003) e que orquestrava também as duas músicas.

Ora, diverti-me imenso já que me recordava vagamente das música da Old Bond e dois spots televisivos em si. A capa aliás, apresenta fotogramas dos respectivos anúncios.

O Lado A - Old Bond Jeans chama-se Disco Sound e é curioso porque apesar da palavra Disco os instrumentos e a melodia em si vão buscar mais inspiração aos anos 60 pontuando o psicadelismo e solos de guitarra. Há o uso de um Vocoder num sumido "Old Bond". Esta música animada tem como autor é Rámon Galarza com arranjos do pai.

Extracto da letra "Liberdade de viver. Alegria de sentir. A certeza de ter. A vontade de vestir. Jeans, Jeans, Jeans, Old Bond Jeans"

O outro lado, dedicado ao Motocross Club é mais calmo, mais clássico, tornado a letra (que é cantada por uma voz feminina) mais saliente. O tema é muito repetitivo. Autoria de Shegundo Galarza.

Extracto da letra "Camisas, camisetes. Camisas e Camisetes Motocross Club. Motocross Club. Viver o dia a dia com simplicidade e alegria. Camisas, camisetes. Camisas e Camisetes Motocross Club. A forma de bem vestir..." Motorcross Club é cantada por uma voz masculina igualmente suave.

Nos tempos que correm estas letras são um delírio kitsch! :D

O Single não tem menção à editora nem a indicação do ano. Somente apresenta a autoria e a label SG 501.

Sobre os autores:
Segundo (ou Shegundo como ficou conhecido) Galarza era basco e foi solista, maestro, compositor, fez arranjos, esteve ligado à RTP e compôs bandas sonoras e jingles publicitários. Trabalhou com Max, Tony de Matos, Lara Li, José Cid, Paulo de Carvalho, Tozé Brito, Marco Paulo, Carlos Paião e com mais meio mundo artístico nacional. Fica também marcado pela sua contribuição em canções do Eurofestival. De realçar a curiosa ligação entre o maestro e o João Manuel Vieira (Ena Pá 2000) no trabalho "Corações de Atum".

O seu filho Rámon Galarza, também fez da música a sua profissão e ficou celébre como Júri nos Ídolos da SIC. No entanto tem um largo historial musical. Baterista nos anos 70, participou no conceptual disco de José Cid "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte", tendo sido baterista nas Doce, de José Afonso e Rui Veloso. Hoje em dia é produtor e tem o seu estúdio TchaTchaTcha.

Nota Ainda continuo a ver a melhor forma de colocar samples online. Visitem este post mais tarde.