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Wednesday, July 19, 2006

Rita + Joana + Teresinha





"me liga vai!"

Os sempre simpáticos senhores da Netcabo revelaram ao mundo em primetime televisivo o número de telefone (para quem não sabe e se julgue desesperado é o 213109910!) da Rita, da Joana e da Teresinha. Segundo a PT em apenas dez dias vinte mil cairam na esparrela de lhes telefonarem.

Mas o a oferta de assédio continua e agora até nos convidam a ir jantar com elas!

Cara Netcabo, só falta mesmo elas virem tocar ás nossas campaínhas! Não acham que as vossas meninas da Netcabo andam a ser muito... "atrevidas"?

Monday, July 17, 2006

100 Megas @ Netcabo



Tanto Mega para quê?

Acho piada a aquele rapazinho barbudo que no anúncio da Netcabo, meio sonolento nem dorme preocupado em fazer downloads a velocidades supersónicas. É irónico porque tendo um produto PT com tanto limite de tráfego, à velocidade de 2 Megas/s (na mais normal das hipóteses) não precisaria de fazer assim tanto sacrifício. Em dois dias os seus downloads possíveis já estavam despachados. Depois teria que fechar a torneira...

Segundo a M&P a foi apresentado aos jornalistas um projecto-piloto da TV Cabo em está a desenvolver para oferta de serviços de banda larga de 100 megas. Pelos vistos a PT anda a ficar preocupada com os 20 Megas do Clix...

Tendo em contas a sua política comercial, provavelmente a Netcabo quer é que os seus estimados clientes gastem os seu mísero plafond de tráfego internacional em vídeos youtube em vá lá, uma semana e ficar a cobrar as chorudas taxas de tráfego extra durante o resto do mês. Esta separação que somente a Telepac/Sapo/Netcabo (mesmo grupo/mesmas políticas estúpidas) usa por este mundo fora é tão rídicula tendo em conta que no resto da Europa nem sequer com limites de tráfego os utilizadores tem de se preocupar. Enfim, somos portugueses e graças ao Clix seu único dito "concorrente" que colabora fornecendo os mesmo preços e limites de consumos (se bem sem a patética distinção de tráfego nacional/internacional) lá vamos ficando na mesma. Passou anos e anos e o preço do serviço esse é que nunca mais baixa. Oferecem mais e mais mails, mais espaço para mails, mais velocidade mas quanto a preço e rídiculos limites estamos quase sempre na mesma.

Por isso queremos 100 Megas para usar onde???

Friday, May 26, 2006

TV via ADSL @ PT





Revolução por ADSL?

Timidamente o Clix disponibilizou a sua solução TV por ADSL2+. Isto seria normalmente uma boa notícia para todos nós já que faz concorrência à quase monopolista TV Cabo fornecendo contéudos televisivos por outro meio. Temos o hábito de praguejar contra monopólio da PT, da TV Cabo, Telepac e Netcabo em Portugal. Mas a concorrência não faz nada por as desafiar, aliás a concorrência limita-se a aliar-se às suas políticas de preços contribuindo para manter os elevados preços que cá se praticam. Isso é o que se constata com os preços e o oferta dos "inovadores" serviços SmarTV do Clix. Se a TV Cabo oferece um pacote "básico" (22,50€) e "premium" (27,50€) o Clix oferece o mesmo por pasme-se 22,50€ e 27,50€! E nem na oferta do número de canais existe quase diferenciação. A TVcabo dá 40 e 65 canais enquanto que o Clix oferece 40 e 68 canais respectivamente. Assim o Clix não se atreve a disputar clientela do mercado adversário que é o cabo porque na verdade não dá motivos e vantagens para os utilizadores da concorrência desertarem. Limitam-se a aproveitar o mercado telefónico em que se inserem e assim é como se existisse um pacto de não agressão.

Mas infelizmente para o Clix técnicamente tem os seus problemas e por isso até devia ser mais competitiva na sua oferta. A transmissão de TV em ADSL/linha telefónica não consegue equivaler-se à de cabo/fibra óptica. Enquanto que por cabo todos os canais estão instantaneamente acessiveis por vários televisores sem afectar a largura de banda da internet já em ADSL não é assim. Cada canal TV por ADSL consome 4MB/s e ora tendo a oferta Clix o máximo (e em condições optímas 16MB cada lar só pode ter 3 a 4 TV's ADSL já que se tem de contar também com a largura suficiente para a internet. Igualmente cada televisor tem de ter a sua box de conversão de sinal o que se torna dispensioso no aluguer de caixas conversoras. Dispendioso e problemático no consumo da largura de banda lá está. Outro aspectos negativo é que a TV por ADSL do Clix tem de usar compressão para caber nos 4MB/s (e infelizmente usa compressão MPEG2 e não MPEG4). Como ponto positivo é a de permitir ao assinante escolher alguns dos canais do pacote total de quase 100 canais que oferece.



Quando chegaremos ao nível de preços e serviços praticados no resto da Europa? Cá um pacote normal TVcabo/Netcabo custa quase 12contos. Um pacote semelhante ADSL com Internet e TV mas com o bónus de oferta telefonica custa o mesmo. No resto de Europa pelos 35€ que um normal cidadão cá paga pela internet seja cabo/ADSL tem um pacote TV com 50 canais, Internet a 20MB (sem limites de consumo) e telefone ilimitado. Esta é por exemplo a oferta da francesa Neuf mas observando outros exemplos vemos que batem claramente a oferta em Portugal. Porque lá fora a real concorrência existe e funciona.

Saturday, May 13, 2006

Lost @ Web





Perdidos na Rede

Nos EUA parece só faltar dois episódios para o grande final da segunda época de Lost. Entretanto, a ABC passou no seu canal um anúncio fastasma da The Hanso Foundation entidade que gere a (cada vez menos) enigmática The Dharma Initiative com que as personagens de Lost se cruzaram. Os fãs tem agora pistas para tentar desvendar (ou complicar ainda mais) os segredos de Lost. Através da net terão peças do puzzle como sites, mails, vídeos e anúncios para encontrar, juntar e interpretar para que possam chegar aos segredos mais obscuros da série. Para quem não tenha a mínima paciência (como eu) para jogar obsessivamente em tal labirinto pode sempre consultar "The Lost Experience" gerido por dedicado fãs que vão fazendo relatos das suas descobertas. E como se especula que o primeiro a descobrir o "Santo Graal" de Lost ganha um chorudo prémio, boa caçada!

The Hanso Foundation
The Lost Experience

Sunday, February 05, 2006

We Love You Bill



We Love You Bill

Judite de Sousa envergonhou-nos a todos. Aos portugueses e sobretudo a restante classe profissional. A jornalista tinha ao seu dispôr meia hora com Bill Gates. Um fabuloso furo que qualquer repórter gostava de ter. No entanto esbanjou a sua oportunidade numa entrevista inócua e enfadonha portando-se pior que uma estagiária e falando um inglês terrivelmente medíocre. Não houve uma única pergunta que fizesse Bill Gates pensar, a não ser quando este tinha de fazer esforço para perceber o inglês dela. Não houve perguntas concretas, apenas perguntas genéricas, leves, inconsequentes. Não fez perguntas para perceber como ele vê Portugal, porque o escolheu para tantos acordos e quais acha que são os pontos positivos do país,
se temos potencialidades que o seduzam. Não fez perguntas economicas e estratégicas sobre possíveis conselhos para empresários portugueses. Não confrontou Bill Gates sobre a conturbada relação da Microsoft e a Comunidade Europeia. Nem sobre os tantos falhanços e incapacidade da Microsoft em impôr-se na área da Internet. Nem sobre a concorrência do software livre, os novos caminhos multimédia, o comércio on-line ou sobre os projectos anunciados que tem para combater o iTunes. Nem pediu um comentário sobre o facto de Apple se ter aliado ao seu parceiro de sempre, a Intel. Aliás Judite não fez uma única pergunta que pudesse embaraçar levemente Gates. Por tal, não houve perguntas do qual se extraisse algo de verdadeiramente palpável e de algum valor. Até mesmo sobre a sua vida pessoal. Não seria outra pessoa da RTP capaz de fazer melhor?

Paradoxalmente penso que não. Poderia ter sido qualquer um a fazer esta entrevista. Temos de considerar que esta atitude de passividade da RTP foi deliberada e mesmo acordada. Não me admira se as perguntas tenham sido aprovadas, tal como a Administração Bush faz até quando visita uma escola. Temos de pensar em Judite como um simples peão nos interesses de Bill Gates, da Microsoft e do Estado Português. A RTP concedeu um tempo alargado de divulgação nos últimos dias a assuntos "Microsoft". Aliás a imprensa em geral empolgou-se com Gates. Eram notícias sobre as aulas de formação para desempregados têxteis, sobre a visita de Gates, a sua maravilhosa casa e os múltiplos acordos com o governo local. Até parecia que Bill era o Messias que vinha salvar Portugal e de fazer avançar com o "maravilhoso" plano técnológico de Sócrates.

E tudo foram rosas para tio Bill na mole entrevista. Bill Gates teve tempo e condições para passar uma imagem positiva, calma, optimista do seu trabalho humanitário, da visão de futuro que a Microsoft diz ter e o desejo de como quer ajudar a desenvolver toda a gente. A Microsoft usou Portugal como cavalo de Tróia para começar a melhorar a sua complicada posição na Europa com inúmeras multas, acusações e investigações. Judite, a RTP e Sócrates beijaram-lhe os pés e estenderam-lhe a passadeira vermelha. Só mesmo em Portugal se lambe-cús tão descaradamente.

Thursday, January 12, 2006

Guerras Multimedia





As guerras Multimedia

Finalizado o CES 2006 - International Consumer Electronics Show e pelas notícias que vão surgindo os próximos tempos vão ser confusos quanto a tecnologia e plataformas multimedia.

A começar pelo sucessor do DVD a procura de um formato único parece irremediavelmente perdida. Produtoras cinematográficas como a FOX e Sony planeiam já uma primeira vaga de 40 filmes para o formato BluRay. Por outro lado a Paramount Pictures, a Universal Studios, a HBO Video e a New Line Entertainment vão lançar quase 200 títulos para o HD-DVD até ao fim de 2006 e uns 50 como primeira aposta até Maio. A Warner é que prefere jogar pelo seguro não descriminando os utilizadores e aposta nos dois formatos.

Quanto a leitores tudo muito confuso nos lançamentos. Em Março os primeiros modelos HD-DVD para consumo devem estar disponíveis por parte da Toshiba. Quanto a lancamentos de leitores de BlueRay para sala só mesmo após a Primavera, apesar de já haver algumas experiências comerciais no Japão. Quanto a preços estima-se que os leitores HD-DVD sejam pelo menos metade (500 dólares) do que custam os BlueRay. No campo informático a Microsoft aliou-se ao HD-DVD e as drives para PC não devem também tardar até porque a Pionner diz que no final de Janeiro já terá drives BluRay para PC's, isto se os problemas com o seu sistema copyright não complicarem. A Apple preferiu apoiar o BluRay. Já a HP que preferia endorsar os dois formatos acabou por desistir do BluRay após certas sugestões que tinha para o formato serem recusadas. Nas consolas a tão esperada Sony Playstation 3 irá naturalmente usar o BluRay podendo ser um enorme trunfo para promover o formato mas até nisso não se sabe se haverá alguma limitação para ler filmes já que uma PS3 a metade do preço dos leitores BluRay de mesa poderia abalar a venda destes últimos.
ADENDA 1: A Xbox360 da Microsoft vai disponibilizar um leitor externo HD-DVD.
ADENDA 2: Parece afinal vai sair um leitor BluRay coincidente com o lançamento do 1º leitor da HD-DVD.

É difícil adivinhar um vencedor nesta renhida guerra onde até a questão do nome e logo pode ser decisivo. O nome HD-DVD é uma feliz escolha já que a sigla DVD é familiar e HD começa a ser veiculado com as vendas de novos televisores "HD Ready". O nome BluRay é algo que vai dificilmente ainda vai ser assimilado pelas massas.

Entretanto em relação a centros digitais de entretenimento para o lar a Intel e a AOL anunciaram um acordo de colaboração para o desenvolvimento da plataforma multimedia da Intel designada por ViiV.

Já no comércio online musical a HP desistiu da aliança com a Apple deixando de integrar nos seus PC's o iTunes, líder incontestado nesta área, em favor do RealNetworks Rapsodhy. Igualmente deixa de lado a venda de uma versão especial do iPod.

E quanto á venda de contéudos TV online para depois serem vistos num iPod, num PC ou outro aparelho portátil começam-se a notar insatisfações seja pelos limites de tempo para ter os programas ou incompatibilidades em ver num ou outro leitor multimedia portatil. Um interessante artigo pode ser lido aqui.

E agora já nestes dias de Janeiro vem aí as novidades do MacWorld Expo quanto aos primeiros Mac com coração Intel e igualmente se adivinham novidades em relação ao multimedia por parte da Apple. Como se vê estes tempos anda tudo muito volátil, confuso e incerto.

NOTA Apesar de ter a data de dia 12 este post é de uns 2 dias atrás porque por engano apaguei este post. Felizmente tinha ainda o texto original em txt.

Tuesday, December 20, 2005

iTunes e TV





iTunes e a Evolução nos Contéudos Digitais

Apesar do sucesso e moda que são os iPods não sou adeptos deles. São bonitos estéticamente sim, mas tecnicamente acho que há muito melhores produtos e soluções quanto à qualidade de som, funcionalidades e mesmo na duração da bateria. Os recentes problemas com os visores do Nano e propensão aos riscos confirmaram o que sempre tinha pensado, que a sua concepção é pouco adequada ao uso quotidiano. E o preço bem, já se sabe que é exagerado em relação ás suas funcionalidades. Paga-se a marca, paga-se o estilo.

Se não nutro simpatia pelo iPod quanto à loja virtual iTunes admiro-a bastante. E este post tem mesmo o objectivo de constatar a importância que o iTunes está a ter na evolução do comércio digital de contéudos multimédia. Se numa primeira fase o iTunes foi um sucesso como loja de música digital assiste-se agora a uma nova era. Agora que também o iPod visualiza vídeos (algo que já acontecia noutros leitores há muito) a Apple dá um passo de gigante ao ter já disponível conteúdos TV da NBC, ABC, Disney, Sci-Fi e muitos outras importantes cadeias TV. Isto permite a que qualquer um de nós possa por mais ou menos 2 dólares descarregar e ver no PC ou num iPod séries como Perdidos, Donas de Casa Desesperadas, Jay Leno e tantos outros programas poucas horas depois de terem sido emitidas no respectivo canal. Igualmente qualquer pessoa pode agora ver episódios que perdeu e mesmo poder criar um DVD com toda uma série antes de ser editado.

Penso que mais significativo de que poder ver estes contéudos em qualquer iPod e em qualquer lado, o mais importante é mesmo avaliar o facto destes estarem efectivamente disponíveis digitalmente para venda. E o que isto implica? Primeiro é de que as editoras ao distribuir digitalmente contéudos usualmente editados em DVD poderem diminuir no custos de fabrico, embalagem e distribuição de DVD's e conseguinte aumentando os lucros. Outra é a de tentar diminuir a pirataria ao disponibilizar legalmente e a custo reduzido episódios que são usual objecto de procura nos p2p mesmo logo após a sua emissão em tv. Ainda há o facto de poderem agora arriscar na edição de contéudos sem perder mais do que o custo da sua transferência para formato digital. Isto poderá levar a que séries menos populares que eram mantidas na gaveta por temerem que a edição física não compensasse virem finalmente a ser disponibilizadas.

Agora que os centros digitais de sala começam a surgir mesmo que a altos preços começa-se a dislumbrar com mais clareza o futuro dos contéudos digitais. Mas ainda há bastantes incertezas e dúvidas. Tudo ainda depende muito de várias jogadas como o da Microsoft que só agora se aventura com a MTV no lançamento de uma loja online chamado Urge. Também resta saber como uma consola de 3ª geração como a Xbox e o Windows XP Media se integrarão com o Urge. É bom que a Microsoft saiba criar uma sinergia tal como a Apple a criou entre o ITunes e o iPod. Mas a grande pergunta será saber se a Microsoft não chega demasiado tarde ao mercado tal como tarde se apercebeu da importância da Internet. Por agora a iTunes e mesmo com concorrência como o Napster é líder inconstestado. E qual será o próximo passo da Apple? Eu arrisco um. Um centro digital Apple para o nosso lar. Aceitam-se apostas...