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Monday, June 19, 2006

Roughnecks - Starship Troopers



Buuuugs!



Quem sempre venerou a faceta mais bélica de Aliens (James Cameron) pode ter ficado desgostoso por faltar uma certa "caça aos bichos" nos outros filmes da saga. De alguma forma o universo do filme Starship Troopers de Paul Verhoeven pode ser considerado como uma espécie de concretização desse desejo de muita carnificina alienígena e de muitos marines massacrados como se fossem "carne para canhão". Se isto até pode ser um deleite para certos fãs de Aliens, o filme de Verhoeven em si, foi sim bastante criticado pelos adeptos do livro original Starship Troopers de Robert A.Heinlein. Sucede que além de "adulterar" as personagens originais da novela, muita da tecnologia quotidiana como armaduras e robôs de combate foi deixada de fora no filme (ao que se sabe por razões económicas e de produção). Mas haverá na verdade alguma novela que resista a uma adaptação de Hollywood? Poucos, muitos poucos e o filme Starship Troopers não é um deles.



Roughnecks - The Starship Troopers, uma série de animação 3D televisiva aproveitando o franchising está a meio caminho do filme e das novelas. Se por um lado continua a aproveitar os personagens e a história do filme, ao menos consegue ter a "liberdade" produtiva de ir mais longe na materialização do universo de Heinlein. Nesta série já são apresentadas as armaduras mecanizadas, os robots de combates, o abundante uso de armas nucleares, outras raças e muitos outros elementos que o torna mais fiel ao livro. Igualmente os soldados da Infantaria são muito mais resistentes e não morrem tão facilmente como no filme. Pela negativa, e com muita pena, a sempre interessante (e polémica) faceta satírica e política do filme (e crucialmente basilar nos livros) foi removida.


Hey! Já não vi naves parecidas em qualquer lado?

Roughnecks apesar de não deslumbrar e de não ter sido um marco na animação computorizada foi no entanto um ambicioso projecto no género que tenta concorrer num sector onde a animação 3D televisiva sempre foi caracterizada pela hegemonia da produtora Mainframe (Reboot, Transformers BeastWars, Spider-Man). E como tantas produções televisivas foi mais uma das séries que nunca foi realmente completada. Do plano original quatro episódios da parte final da história (estavam previstos 40) nunca foram concluídos. A série foi uma produção problemática ($!) e a sua execução foi até mesmo feita com recurso a diferentes empresas CGI. Para cumprir calendário televisivo foi mesmo remontado material usado criando "novos" episódios.



Após alguma insistência de fãs a Sony/Columbia lançou tímidamente DVD's em separado de quatro campanhas militares dos Roughnecks (5 episódios por campanha/DVD). Ainda lançou um DVD suplementar com o material "inacabado/remontado" e um dos episódios finais. Satisfeita com o sucesso da vendas decidiu depois lançar finalmente (no ano passado) todo o material numa caixa económica mas luxuosa mas comprimida em quatros DVD's (cada um com duas campanhas). Mas como não há bela sem senão sacrificou-se os comentários áudio que anteriormente estavam presentes nos DVD's "avulso" já que não havia espaço para mais.



Em Portugal a série foi exibida já dobrada (na RTP ao que me lembro) e a Lusomundo lançou ao que sei as quatro campanhas DVD's editadas lá fora mas não o DVD suplementar ao que parece. Se a caixa vai ainda ter edição nacional isso já não sei mas pensando no tempo que já passou desde o lançamento original não o creio. É pena e lá se tem recorrer ao "import". Isto para se ter mais de 700 minutos de muito barbecue de "aranha", numa série que agradou aos adeptos de Starship Troopers que sejam gregos ou troianos ou por outras palavras da versão livro ou filme. Recomendado a fãs e a xenófobos intergalácticos...

Classificação

ClubOtaku.org



Links - Cultura Nipónica



Um dos bons sites nacionais em que podemos ficar informados e aprender sobre a cultura japonesa é o clubotaku.org. Nele encontramos desde artigos de Manga e Anime, sugestões J-Pop e J-Rock, gastronomia, lições de japonês e muitos outros aspectos da vivência e sabedoria nipónica. Ao invés de muitos sites não se limita à manga e anime mais mainstream e vai muito além da ponta do iceberg que é a complexa e vasta cultura do Sol Nascente. Vivendo em grande parte não só do esforço dos esforçados webmasters do site mas igualmente do contributo de vários colaboradores (e no qual O Meu Piu Piu já deu o seu pequeno contributo) é uma comunidade viva e robusta que ainda pode crescer mais com a sua visita. A visitar, revisitar porque há lá muito a descobrir...

PS - O Fórum é boa maneira de perguntarmos sobre tudo aquilo que desejamos saber sobre a cultura japonesa.

Thursday, June 01, 2006

Cars @ Pixar





American Way of Life para crianças

A indústria de cinema americano sempre foi pródiga em realizar filmes que propagandeiam o seu American Way of Life. A Pixar e a Walt Disney perpetuam também agora em animação 3D esse estilo. Cars, a estrear por cá ainda em data incerta nasce da união das duas paixões do criador da Pixar, Joe Lassiter, a animação e os carros. A história é a de um arrogante carro de corridas das típicas "ovais" à americana que vai parar por acidente a uma pequena e velha aldeia na mítica e quase deserta Route 66. É lá que percebe na sua vivência com habitantes locais que o que é importante na vida não são os troféus alcançados na linha de chegada mas a corrida em si.
O interessante e bizarro neste filme é que o tradicional conto de fadas é passado num mundo onde não existem pessoas e até animais. Cabe a automóveis que são o grande símbolo da liberdade e grandeza americana serem os protagonistas e transmitir os valores morais existentes na fábula.
E para um filme destinado principalmente a crianças dos 6 aos 12 nada como despertar no jovem público americano o precoce desejo de consumo por tais máquinas numa altura em que a indústria americana autómovel está em crise. Cars (que era para se chamar Route 66) é mais uma prova que os EUA só olham para o seu umbigo já que é um produto vivo da cultura americana que alimenta o seu próprio lifestyle. Não sei porquê, mas prefiro simpatizar com o velho europeu e bonacheirão Herbie da Disney. Sempre tem ar de gastar menos gasolina o que me parece ser mais a mensagem a passar num tempo de crise energética.

Saturday, May 06, 2006

Nina vs Ilona





Nina vs Ilona

Ao finalizar o post anterior descobri que afinal temos uma "Ilona" portuguesa. Chama-se Nina e tanto a imagem e música é uma cópia um tanto descarada do original francês senão veja-se a boneca com o coração, os pilares, as abelhas, as flores. E até mesmo existe um crocodilo como no "Un Monde Parfait"! Uma má e foleira cópia da Vidisco. A animação 3D não está má se bem que não aprecie as superfícies um tanto "plásticas". Mas isso não desculpa nem o roubo quase descarado nem a fraca qualidade estética. O design e estética mais estilizada de Ilona Mitrecey é de melhor qualidade comparado com o 3D um tanto demodé da Vidisco.

Pena que nem a copiar os nossos produtores consigam ser originais. Mas será que queriam mesmo o ser? Puro oportunismo. Uma vergonha nacional. Este plágio só vem dar mais razão ao que escrevi no post anterior. Não há produção musical infantil em Portugal.


"Lá vou eu, lá vou eu por por esta estrada interminável..."


Quem não caça com pinguim, caça com galo
e abelhas...


Dejá vu? Plágio? Não, não, as "nossas" colunas
são claramente de um estilo mais jónico.

Links
Ouvir extractos das músicas na fnac.pt
Ver o videoclip no site do criador 3D Tiago Castro

Wednesday, May 03, 2006

Jasper Morello





Jasper Morello

Apesar de ter ficado na altura contente com a atribuição do Oscar de melhor Longa-Metragem de Animação ao último Wallace & Grommit também fiquei com pena que "The Mysterious Geographic Explorations of Jasper Morello" não tenha arrecadado o mesmo galardão mas em Curta-Metragem Animada.



"Jasper Morello", uma animação australiana de Anthony Lucas é passada num negro e industrial mundo victoriano onde naves movidas a vapor cruzam os céus. É a história do navegador Jasper Morello que cometeu um grave erro no passado e a quem é dada a oportunidade de se redimir embarcando numa nova aventura pelos estranhos céus de Ghotia. Só que o receio de cometer de novo o mesmo fatal erro vai persegui-lo nesta viagem...



Para quem gosta como eu do imaginário de Tim Burton mas já o acha um universo semi-esgotado e repetitivo pode descobrir nesta animação uma boa alternativa com novos horizontes. Utilizando um misto de técnicas de animação, desde a convencional fotografia ao moderno 3D computorizado contrastam com o uso de silhuetas estilizadas que parecem saidas do expressionismo alemão do princípio do século passado. A história, essa parece nascida de um recanto mais sombrio do cérebro de Júlio Verne ou tirada de um dos universos perdidos de Schuiten & Peeters.



A animação pode ser adquirida num DVD multi-regiões, onde além da curta metragem de quase meia hora, tem um documentário, comentários audio e ainda outras curtas metragens do mesmo autor (entre mais outros pequenos extras).



No muito bem conseguido site encontram-se wallpapers, o trailer e a possibilidade de encomendar o DVD. Fica a sugestão.

Classificação

Wednesday, February 08, 2006

Wallace & Gromitt @ Annies





Implacáveis!!!

"And the Oscar (excuse me) the Annie goes to... "Wallace & Grommit: The Curse of the Were-Wolf" Yeeahhh... and again... and again?... and hmmm again... and yes again... and oh well again... and still again... and (you know the answer) again... and (glup) again... and finally again..."

Pois é, Nick Park e Steve Box arremataram 10 prémios nos Annies, os galardões americanos para a Animação! E não ganharam todas as nomeações já que era impossível de acontecer pois nalguns dos prémios tinham múltiplas nomeações. E com tanto prémio até faz parecer que não tinham concorrência à altura, o que não é verdade. Lá estavam Hayao Miyazaki e o seu "Howling Castle", "Madagascar", "Corpse Bride" de Tim Burton, "Robots", "Chicken Little" e tantos outros...

Até já sabia que tinham ganho o prémio principal há alguns dias atrás mas só foi quando visitei "o Gato Cósmico" do Doraemon que percebi que tinham arrasado totalmente.

Apesar de nos Annies com tanta concorrência "Wallace & Grommit" terem dominado, isto não é garantia de terem também o Oscar assegurado mesmo com menos concorrência ("Howling Castle" e "Corpse Bride"). A indústria de Hollywood (ás vezes) tem os seus próprios interesses. Mas normalmente os Globos são um prenúncio. E como eu gosto muito desta divertida dupla espero que façam o pleno e ganhem também o Oscar!

P.S. Star Wars - The Animated Series (Cap 21-25) de Genndy Tartakovsky ganharam na categoria que estava nomeada (Melhor Série de Animação TV!) Fica prometido post sobre esta série animada para breve!

Wednesday, February 01, 2006

Steamboy





Steamboy

Steamboy de 2004 era o aguardado novo projecto de Katsuhiro Ôtomo após a realização do objecto de culto que é Akira (1988). No entanto a sua estreia não foi um sucesso e passou muito despercebido nas salas de cinema. Em Portugal pelo que sei nem estreou. A sua temática provavelmente desapontou muitos que desejavam mais uma obra Cyberpunk como o anterior filme ou que fosse na onda de Matrix ou Ghost In The Shell. Mas desta vez Otomo tinha decidido enveredar por uma temática que começa a ganhar o seu canto na Ficção Científica, o Steampunk.



Por Steampunk, entende-se normalmente a exploração de realidades alternativas da Época Victoriana e princípio do Século XX mas onde o poder da tecnologia chegou precocemente e muitos mundos como os normalmente descritos por autores como Julio Verne e H.G Wells são efectivamente realidade. São estranhas visões em que o poder do vapor alimenta poderosos submarinos, navios, aviões e até naves espaciais. Alguma vezes mesmo os computadores já são aí uma realidade. Exemplos recentes mais conhecidos destes mundos são A Liga dos Extraordinários Cavalheiros (vertente mais victoriana) criado por Alan Moore, Wild Wild West (que aborda uma visão mais Western) ou as Cidades Obscuras (numa abordagem mais Arte Nova e Art Deco) de Schuiten e Peeters.



O filme centra-se na história de um rapaz, Ray Steam, seu pai e avô em plena Inglaterra victoriana. A família Steam são puros génios na manipulação do poder do vapor e escondem segredos e ideias que todos desejam ter. É uma bela fábula e ensaio sobre o uso que se dá à ciência. Aborda a ética e o preço que é necessário pagar para que a ciência avance e o modo como essas descobertas são usadas em benefício da Humanidade.



Este incompreendido filme que demorou uma década a ser realizado foi o mais caro feito no Japão em animação. Recorre a técnicas animação 3D mas apresenta um look tradicional como nos habitou por exemplo Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro, a Princesa Mononake). Com cenários encantadores que recriam por ex a Primeira Grande Exibição de Londres é um filme delicioso de se ver e uma bela reflexão moral. O argumento é algo linear e pouco profundo reconheça-se, e a forma como grande parte da história é contada no final é desapontante. No entanto como já disse a mensagem é forte e o imaginário visual do filme é o melhor de tudo.



Portugal já conhece uma edição DVD deste filme mas infelizmente não teve direito a uma versão de colecionador com um segundo disco de Extras. Recomenda-se então a importação já que duvido que venhamos doutra forma a conseguir uma bela edição como a versão americana.

Classificação

Saturday, December 03, 2005

Aeon Flux - Integral em DVD





Aeon Flux - Integral em DVD

Aeon Flux é um OVNI na animação televisiva. Criada a pedido da MTV a Peter Cheung (que mais recentemente realizou um dos episódios de Animatrix) Aeon Flux é um objecto avantgarde (até mesmo para a MTV), bizarro, quase conceptual e criou um pequeno mas fiel culto por parte dos fãs. Esta série animada é a enésima adaptação para filme de BD's, desenhos animados ou video-jogos pelos estúdios de Hollywood sempre à procura de sacar dinheiro fácil nas gerações mais jovens.

Os fãs (eu incluído) naturalmente não esperam ou esperavam muito do filme. Sem intervenção directa do criador original logo se formou imediatamente um certo cepticismo. E não se pode dizer que quando foi anunciada a loira sul-africana Charlize Theron para o papel de Aeon os fãs se tenham animado. Haveria melhores escolhas para uma personagem muito peculiar em termos estéticos (Famke Janssen foi muitas vezes citada como sendo das melhores alternativas). E os receios agravaram-se quando no seu estatuto de estrela Theron se recusou de imediato vestir algo como o apreciado e fetichista fato original caracterizado por um ousado G-String. Depois de adiantamentos na estreia devido a atrasos e percalços nas filmagens como a lesão no pescoço por parte de Theron, finalmente surgiu o filme em inícios de Dezembro. E os 5.5 em 10 no IMDB é um claro indício de como o filme está a ser recebido dando razão ao anterior descontentamento.

Mas há males que vem por bem. Curiosamente esta rentabilização hollywoodesca veio provocar a reedição da série para o mercado doméstico. Originalmente editada em 3 cassetes VHS e tendo só um desses volumes conhecido edição em DVD finalmente é re-editada integralmente toda a série com direito a restauro, muitos extras e supervisão pessoal de Peter Cheung. Assim acaba de vez a especulação na venda do DVD original (esgotadíssimo) a preços exorbitantes no Ebay, as cópias ilegais em DVD transferidas das restantes 2 cassetes em VHS e o desespero dos quantos não conseguiam arranjar tais cobiçados registos (eu ainda adquiri 2 das cassetes oficiais em cassete VHS mas nunca o DVD oficial)

Analisando os conteúdos para satisfação de todos está lá tudo. Episódios remasterizados, o episódio piloto, as chamadas curtas da série, comentários, documentários, galerias, e outros abençoados extras. E até tem legendas em inglês para que qualquer estrangeiro possa possa perceber mais facilmente a complexidade e estranheza dos dialógos. É decerto um prazer natálicio para o mercado americano já que por ex. os ingleses vão ter de esperar mais um bocado pela série. E em Portugal pelo que sei nenhuma edição está anunciada. Mas quem quiser tem mais com que se entreter. A editora de comics Dark Horse editou uma mini-série de 4 comics alusiva ao filme. Igualmente reeditada foi a "graphic novel" The Herodotus File. Esqueça-se o filme (sem data de estreia por cá) e fique-se com o restante merchandising. Ah e não se esqueçam que a banda sonora é fruto do conceituado ex-SPK Graeme Revell. Se o filme decerto não faz juz á série televisiva ao menos que a OST do filme dignifique a pérola que é a OST televisiva de Drew Neumann.

Monday, September 05, 2005

Heidi - Singles 7''



Heidi - Singles 7''

"Avôzinho, diz-me tu...". Pois é, resolvi para primeiro post da secção Sonoridades recordar um mito que está na memória de muitos. Parte da imaginação do mágico Hayao Miyazaki que criou Conan - o Rapaz do Futuro, A Princesa Mononake, Spirited Away/A Viagem de Chihiro (e agora vai aparecer com Howl's Moving Castle) a série animada fez as delícias de muitos. Mas neste post não vou falar da série em si e vou antes explorar a edição musical que a série teve por cá.

O sucesso desta série em Portugal (e Espanha também) foi tanto que era possível na época (1974-76) encontrar pelo menos 4 versões do tema original, Avôzinho (Oshiete/Dime Abulito em Japonês). São esses singles que apresento.



1ª Versão - Original/Japonesa - Edição Portuguesa (1974 - RCA / Telectra - SPBO-7033)
O clássico criado pela dupla Kishida Eriko (letras) e Watanabe Takeo (música). Orquestral, uma voz japonesa suave e meiga (2.31 de duração). No outro lado Mattete Gora (Oye). Igualmente uma bela canção no mesmo tom que o lado A (duraçao de 2.12). A imagem gráfica da capa portuguesa não tem nada a ver com a série animada. Curiosamente a licença na contra-capa está é atribuída à RCA espanhola pela Fuji. Provavelmente a RCA não tinha filial por cá.



2ª Versão - Espanhola - Edição Portuguesa (1974 - RCA / Electra - SPBO-2379/E)
Mesma capa que a edição portuguesa do original japonês. Contra-capa com ambas as letras em castelhano. As versões são bem fiéis ao original e são executadas por Carlos Ramón e Amart. O lado A tem 2.38 e o lado B 2.13.



3ª Versão - Portuguesa (1976 - Emi / Valentim de Carvalho [008 40418])
Mais uma capa sem o grafismo original da série animada. Cantada por Maria João (será que...) e Coro, versões de Marcelo Duran e arranjos e direcção do maestro Jorge Machado. Os tempos não estão indicados (e eu fui preguiçoso!).



4ª Versão - Portuguesa (1976 - Roda [RS 107])
Tenho pena de não apresentar a capa deste single mas infelizmente só consegui arranjar este single sem a dita. Pela label esta versão é baseada nos arranjos da dupla espanhola mas tem igualmente o arranjo e direcção do já falecido Shegundo Galarza. Ambos os temas são cantadas por Magda e Turma 8. O lado A tem 2.49 e o lado B 2.15.

Creio que é possível encontrar esta mesma versão no cd Caixinha de Sonhos - Volume 1 da Vidisco, mas disto não tenho a certeza. Se não for a mesma versão, então acrescenta-se uma nova versão cantada em português (a terceira).

5ª Versão - Portuguesa (2005 - Universal Music Portugal [986 933-1])
Recentemente Tó-Zé Brito teve a iniciativa de lançar "As Melhores Canções Infantis" em que inclui Avôzinho. Infelizmente neste novo CD esta versão não é nenhuma das que se encontram já editadas em single (ou outros temas na colectânea como Jacky, Dartacão parecem ser as versões originais). Provavelmente não foi possivel recuperar a matriz original (ou houve problemas de copyright?) e por isso é antes recriada numa nova canção. Só que a voz desta cantora peca por ser esganiçada, artificialmente pseudo-infantil e com os instrumentos a quererem parecer ter pressa de chegar a qualquer lado pois tal é a velocidade comparada com o original. Esta versão apresenta um grande desrepeito à atmosfera suave e campestre existente nas anteriores versões pelo que o resultado é um bocado atroz. Acho que antes prefiro ouvir o José Figueiras a cantar as suas canções tirolesas. Esta versão tem 3.04 minutos.

Lá por fora houve a edição da banda sonora completa, no entanto não sei se cá foi editada, é natural que sim. Se alguém tem informações sobre um álbum que deixe um post.

Nota Eu estou a estudar a melhor forma para apresentar samples audio dos temas deste e de futuros posts. Vejam um dia este post de novo e pode ser que já tenha resolvido a questão.