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Thursday, May 25, 2006

3D @ RTP





O 3D de volta!

Para quem já andava por cá, 1980 ficou marcado como o ano em que a RTP nos colocou com uns estranhos óculos coloridos à frente da TV só para ver o filme O Monstro da Lagoa Negra na sua versão 3D. Uns acharam piada aos peixinhos a "flutuar" pela sala mas outros sentiram-se defraudados com tanta expectativa criada na altura. Se por algum acaso ainda guardam esses óculos fizeram bem. É qua assim poupam 1€ já que a RTP vai ao longo da próxima semana apresentar vários programas de sua produção usando o mesmo sistema. A técnica, a mesmo usado no clássico filme chama-se Estereoscopia por Anáglifo e permite que imagens e filmes com tratamento prévio possam ser visualizadas com uns simples e baratos óculos em que a lente do olho esquerdo é vermelha e a do lado direito é azul.

Agora ao invés de vermos um monstro a preto branco, a RTP, o Continente (que vende em "exclusivo" os vulgares óculos), a portuguesa 2º Sentido e a americana Dimension3 (que fazem o tratamento 3D dos programas) querem nos dar desta vez caras e programas conhecidos e já a cores. Contra-informação, Top+, magia de Luis de Matos e o concurso Em Família serão alvo desta experiência.

Nesta época o futebol faz lá por fora disparar a compra de televisores panorâmicos de alta definição mas por cá ainda continuamos sem emissões HDTV em nossa casas para ver o esperado campeonato. A TVI ressalve-se vai filmar em alta definição HD dois do jogos do campeonato Sub21 de futebol a nível experimental. Mas sem licença e suporte para emissão HDTV não pode naturalmente fazer mais do que projectar esses jogos em locais públicos. Por isso este velho 3D da RTP acaba por ser uma espécie de tecnologia dos pobres do que ainda se pode ter em casa já que que o progresso televisivo nacional está quase parado.

NOTA: Os óculos usados no cinema com o filme SpyKids 3D (2003) também servem perfeitamente para disfrutar desta Semana 3D da RTP.

Wednesday, January 25, 2006

Nostalgia AM - pt.2



Nostalgias AM - pt.2

Ironia das ironias, a recriação da Febre de Sábado à Noite de que falei no post anterior vai ser transmitida em directo pela RTP. Se já era estranho que apesar de ser igualmente realizada num sábado não o seria de manhã mas sim à noite, mais bizarro se torna quando se sabe que é emitida apenas na TV. É que as rádios vão estar ocupadas tarde e noite com o grande derby futebolístico e por tal alhearam-se completamente a um marco da história da própria rádio, sangue do seu sangue. E quando a própria rádio ignora os seus próprios mitos é caso para dizer que "TV saved the radio star".

Também tinha falado da minha devoção infantil-juvenil pelos Parodiantes de Lisboa. Após a minha evocação poucos dias depois o último dos irmãos Andrade vivo, Ruy Andrade faleceu. A minha homenagens a um homem que era dos mais antigos produtores de rádio em Portugal e que marcou indiscutívelmente o humor radialista.

Que diabo, a saudosa rádio está mesmo a perecer...

Friday, January 13, 2006

Nostalgia AM





Nostalgia AM

Quando na RTP ouvi Júlio Isidro anunciar que ia editar um triplo CD e igualmente fazer uma emissão comemorativa e alusiva aos 25 anos da "Febre de Sábado de Manhã" confesso que quase me vinha uma lágrima ao olho. Apesar de já só ter poucas memórias dos directos do Nimas, ainda me recordo vagamente do frenesim, dos jogos e loucos passatempos dessas emissões.

É com extrema saudade que me lembro do rádio na cozinha que coloria o ar da casa, de manhã até ao princípio da noite nesses idos anos. A RDP - Radio Comercial em AM era a estação sintonizada e passei grande parte da minha infância a ouvir os programas dessa emissora. Só mais tarde, já numa época mais FM se mudou cá por casa para a Renascença numa altura que António Sala e Olga Cardoso eram líderes do éter, mas isso são outras estórias e é já outra época. Hoje em dia, já nem rádio há na cozinha e foi a TV que se "camuflou" de rádio.

Apesar de o humor dos Parodiantes de Lisboa hoje em dia ser para mim demasiado insonso não tenho vergonha nenhuma em confessar que era talvez o programa dos tempos da rádio que mais gostava. Adorava estar em companhia do Patilhas e Ventóinha nos meus almoços mal chegasse da escola. E além do seminal "Graça com Todos" se fosse possível ouvia os outros programas dos irmãos Andrade como o "Piadinhas & Torradinhas".

Só mais tarde com o Pão com Manteiga de entre outros dos célebres Carlos Cruz e Mário Zambujal é que descobri um humor com que me identifico mais hoje. Era um programa estranho de um humor sem nexo mas a verdade é que me fascinava todo aquele absurdo.

E há sempre o mítico "Quando o Telefone Toca" com o habitual "posso dizer a frase?" ou o "já foi pedida" onde desfilavam os hits da época. Mais do que tudo ainda conservo na memória da única vez que tive a coragem de pedir um disquinho. O que tenho alguma vergonha é de dizer mesmo o que pedi...

Mas não tenho na memória momentos mais agradáveis que aqueles domingos quando bem cedo se passava clássicos antigos da rádio, melodias de que nem sabia os nomes mas que harmonizavam com o céu azul e solarengo dessas manhãs e sobretudo com o "dolce faire niente" próprio de uma infância. Agora nos tempos modernos, já liguei algumas vezes o rádio da aparelhagem hi-fi e toco no botão que faz a viagem "intergálatica" do FM para o AM. No meio de um "espaço" agora tão deserto lá se descobre uma das poucas estações que ainda resta na onda curta. Mas já tem o mesmo sabor. Mesmo sendo Domingo, mesmo estando Sol, a música que passa já não é a mesma, o rádio já não é um barato altifalante mono e sobretudo eu não me sinto o mesmo que era.

Trintões e quarentões levarão as suas famílias a uma das salas do Pavilhão Atlântico dia 28 de Janeiro tentando mostrar-lhes os momentos únicos que viveram nesses dias. Mas da mesma forma do que me acontece penso que quando Júlio Isidro tentar reviver o seu mítico programa nunca terá a mesma magia. Esses instantes eram mesmo únicos, irrepetíveis e perdem todo o sabor fora daquele tempo. Há recordações que não se repetem por muito que se queira.

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Nota : O Espectáculo mesmo que não tenha o sabor de outrora tem a nobre causa de contribuir para a Associação das Doenças Raríssimas. O preço são uns modestos 5 euros.
Informações sobre o Evento

Wednesday, September 21, 2005

Tó Maria Vinhas - O Passarinho




Amigos do Piu Piu

(1981 - Rádio Triunfo [RT 51-6])

Este blog sabe-se lá porquê, sente uma afinidade com este disco ;)
Por onde andas tu Tó?

Wednesday, September 14, 2005

Old Bond Jeans - Motocross Club



Old Bond Jeans - Motocross Club (7")

Trago desta vez um single promocional não naquele plástico fino e fléxivel como os que eram distribuídos pelas Selecçoes do Reader's Digest mas este verdadeiramente em vinil. A disco promovia as marcas Old Bond Jeans e a Motocross Club. Penso que eram ambas do mesmo fabricante e certamente já não existem ou foram reconvertidas noutras marcas. Fiquei encantado quando descobri este single e vi quem eram os autores das duas músicas. Não eram nada mais que autoria de Rámon Galarza (celebrizado pelos Idolos) e Shegundo Galarza (pai de Rámon, falecido em 2003) e que orquestrava também as duas músicas.

Ora, diverti-me imenso já que me recordava vagamente das música da Old Bond e dois spots televisivos em si. A capa aliás, apresenta fotogramas dos respectivos anúncios.

O Lado A - Old Bond Jeans chama-se Disco Sound e é curioso porque apesar da palavra Disco os instrumentos e a melodia em si vão buscar mais inspiração aos anos 60 pontuando o psicadelismo e solos de guitarra. Há o uso de um Vocoder num sumido "Old Bond". Esta música animada tem como autor é Rámon Galarza com arranjos do pai.

Extracto da letra "Liberdade de viver. Alegria de sentir. A certeza de ter. A vontade de vestir. Jeans, Jeans, Jeans, Old Bond Jeans"

O outro lado, dedicado ao Motocross Club é mais calmo, mais clássico, tornado a letra (que é cantada por uma voz feminina) mais saliente. O tema é muito repetitivo. Autoria de Shegundo Galarza.

Extracto da letra "Camisas, camisetes. Camisas e Camisetes Motocross Club. Motocross Club. Viver o dia a dia com simplicidade e alegria. Camisas, camisetes. Camisas e Camisetes Motocross Club. A forma de bem vestir..." Motorcross Club é cantada por uma voz masculina igualmente suave.

Nos tempos que correm estas letras são um delírio kitsch! :D

O Single não tem menção à editora nem a indicação do ano. Somente apresenta a autoria e a label SG 501.

Sobre os autores:
Segundo (ou Shegundo como ficou conhecido) Galarza era basco e foi solista, maestro, compositor, fez arranjos, esteve ligado à RTP e compôs bandas sonoras e jingles publicitários. Trabalhou com Max, Tony de Matos, Lara Li, José Cid, Paulo de Carvalho, Tozé Brito, Marco Paulo, Carlos Paião e com mais meio mundo artístico nacional. Fica também marcado pela sua contribuição em canções do Eurofestival. De realçar a curiosa ligação entre o maestro e o João Manuel Vieira (Ena Pá 2000) no trabalho "Corações de Atum".

O seu filho Rámon Galarza, também fez da música a sua profissão e ficou celébre como Júri nos Ídolos da SIC. No entanto tem um largo historial musical. Baterista nos anos 70, participou no conceptual disco de José Cid "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte", tendo sido baterista nas Doce, de José Afonso e Rui Veloso. Hoje em dia é produtor e tem o seu estúdio TchaTchaTcha.

Nota Ainda continuo a ver a melhor forma de colocar samples online. Visitem este post mais tarde.

Saturday, September 10, 2005

Tarzan Taborda RIP




Tarzan Taborda RIP

Desapareceu a velha glória do wrestling nacional. Goste-se ou não de wrestling, Albano Taborda Curto Esteves tornou-se um mito nacional. Nos mais velhos a memória lembra-o por ter sido campeão de wrestling, bailarino, duplo em Hollywood e de ter conhecido algumas estrelas do show-biz. Nos mais novos a recordação fica pelos seus comentários de wrestling da antiga wwf nas manhãs dos fins de semana na RTP. Todos se lembram com certeza com um sorriso, a forma como defendia que aquilo não era teatro e que todos aqueles golpes podiam levá-los à morte certa. Como nos divertiamos a ouvir as suas aventuras nas terras de Saddam, os seus reptos para que o tentassem derrotar e o facto de ser invencível. A forma como se orgulhava disto tudo fazia-o parecer como um grande fanfarrão mas o certo é que ao invés quase todos sentiam um grande simpatia por esta figura.

Infelizmente a sua saúde de ferro de que sempre se tinha gabado não o salvaram de um ataque cardíaco. Eu, como provavelmente muita gente vou sentir saudades. Que faças muitos "suplexes" no céu Tarzan Taborda.

Thursday, September 08, 2005

Eerie, Indiana




Eerie, Indiana

Jim Prufrock em Push, Dale Cooper em Twin Peaks e Marshall Teller em Eerie. Três personagens em três diferentes cidades e séries televisivas. Todas elas tentam afincadamente resolver os mistérios de tais lugares. Mas Eerie acaba por se revelar a cidade mais bizarra de todas. Quando o jovem Marshall Teleer de 13 anos vai morar para uma pacata cidade de Indiana com 16.661 habitantes tudo lhe parece normal. Pelo menos aparentemente. É que olhando atentamente, descobre-se que em cada esquina de Eerie há anomalias em que ninguém repara. Máquinas Multibanco que querem ser nossas amigas, uma organização subterrânea que arquiva objectos perdidos, donas de casa que se preservam em tupperwares, fenómenos mais clássicos como ovnis, piratas, pés-grandes e ainda o facto de o Elvis, sim o Rei, ainda estar vivo. A lista de eventos estranhos é interminável. Mas o céptico Marshall e o seu amigo Simon recusam viver uma vida comodista e fingir que nada ali se passa e vão evidência a evidência, colecionando as provas. É que um dia, esperam contar ao resto do mundo sobre a sobrenaturalidade de uma cidade que mais parece ser um vórtex de acesso à 5ª Dimensão.

Esta série é datada de 1991 e chegou a ter 5 episódios realizados por Joe Dante do mítico Gremlins. Teve vida relativamente curta (20 episódios) e não foi grande sucesso mas criou uma pequena legião de aficionados que viram nesta série uma boa paródia á 5ª Dimensão e a todas séries semelhantes (há quem lhe chamasse a "A 5ª dimensão para crianças"). A RTP passou na altura esta série e para muita supresa minha resolveu voltar a exibi-la (por vezes em dose dupla) nas manhãs de Domingo. Por isso é que resolvi criar este post para chamar a atenção. Eu ainda revi alguns episódios e diverti-me tanto como dantes. A exibição aviso já, deve ir perto dos ultímos episódios. No entanto pode igualmente ser revista em DVD já que está editada em solo americano. Ao que se diz, a edição não é muito boa e para nosso azar nem legendas em inglês tem. Fica o aviso e metam o vídeo a gravar entre as 8 e as 9 de domingo. Com sorte...

Classificação

Monday, September 05, 2005

Heidi - Singles 7''



Heidi - Singles 7''

"Avôzinho, diz-me tu...". Pois é, resolvi para primeiro post da secção Sonoridades recordar um mito que está na memória de muitos. Parte da imaginação do mágico Hayao Miyazaki que criou Conan - o Rapaz do Futuro, A Princesa Mononake, Spirited Away/A Viagem de Chihiro (e agora vai aparecer com Howl's Moving Castle) a série animada fez as delícias de muitos. Mas neste post não vou falar da série em si e vou antes explorar a edição musical que a série teve por cá.

O sucesso desta série em Portugal (e Espanha também) foi tanto que era possível na época (1974-76) encontrar pelo menos 4 versões do tema original, Avôzinho (Oshiete/Dime Abulito em Japonês). São esses singles que apresento.



1ª Versão - Original/Japonesa - Edição Portuguesa (1974 - RCA / Telectra - SPBO-7033)
O clássico criado pela dupla Kishida Eriko (letras) e Watanabe Takeo (música). Orquestral, uma voz japonesa suave e meiga (2.31 de duração). No outro lado Mattete Gora (Oye). Igualmente uma bela canção no mesmo tom que o lado A (duraçao de 2.12). A imagem gráfica da capa portuguesa não tem nada a ver com a série animada. Curiosamente a licença na contra-capa está é atribuída à RCA espanhola pela Fuji. Provavelmente a RCA não tinha filial por cá.



2ª Versão - Espanhola - Edição Portuguesa (1974 - RCA / Electra - SPBO-2379/E)
Mesma capa que a edição portuguesa do original japonês. Contra-capa com ambas as letras em castelhano. As versões são bem fiéis ao original e são executadas por Carlos Ramón e Amart. O lado A tem 2.38 e o lado B 2.13.



3ª Versão - Portuguesa (1976 - Emi / Valentim de Carvalho [008 40418])
Mais uma capa sem o grafismo original da série animada. Cantada por Maria João (será que...) e Coro, versões de Marcelo Duran e arranjos e direcção do maestro Jorge Machado. Os tempos não estão indicados (e eu fui preguiçoso!).



4ª Versão - Portuguesa (1976 - Roda [RS 107])
Tenho pena de não apresentar a capa deste single mas infelizmente só consegui arranjar este single sem a dita. Pela label esta versão é baseada nos arranjos da dupla espanhola mas tem igualmente o arranjo e direcção do já falecido Shegundo Galarza. Ambos os temas são cantadas por Magda e Turma 8. O lado A tem 2.49 e o lado B 2.15.

Creio que é possível encontrar esta mesma versão no cd Caixinha de Sonhos - Volume 1 da Vidisco, mas disto não tenho a certeza. Se não for a mesma versão, então acrescenta-se uma nova versão cantada em português (a terceira).

5ª Versão - Portuguesa (2005 - Universal Music Portugal [986 933-1])
Recentemente Tó-Zé Brito teve a iniciativa de lançar "As Melhores Canções Infantis" em que inclui Avôzinho. Infelizmente neste novo CD esta versão não é nenhuma das que se encontram já editadas em single (ou outros temas na colectânea como Jacky, Dartacão parecem ser as versões originais). Provavelmente não foi possivel recuperar a matriz original (ou houve problemas de copyright?) e por isso é antes recriada numa nova canção. Só que a voz desta cantora peca por ser esganiçada, artificialmente pseudo-infantil e com os instrumentos a quererem parecer ter pressa de chegar a qualquer lado pois tal é a velocidade comparada com o original. Esta versão apresenta um grande desrepeito à atmosfera suave e campestre existente nas anteriores versões pelo que o resultado é um bocado atroz. Acho que antes prefiro ouvir o José Figueiras a cantar as suas canções tirolesas. Esta versão tem 3.04 minutos.

Lá por fora houve a edição da banda sonora completa, no entanto não sei se cá foi editada, é natural que sim. Se alguém tem informações sobre um álbum que deixe um post.

Nota Eu estou a estudar a melhor forma para apresentar samples audio dos temas deste e de futuros posts. Vejam um dia este post de novo e pode ser que já tenha resolvido a questão.